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Nexa está perto de obter licença para projeto de zinco no Mato Grosso

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A Nexa Resources, do grupo Votorantim, está perto de conquistar uma licença ambiental para seguir tocando seu projeto de zinco, com produção também de chumbo e cobre, em Aripuanã (MT). Segundo o presidente da companhia, Tito Martins, a licença de instalação provavelmente será concedida nos próximos dois a três meses. Essa mina terá capacidade para produzir cerca de 1,8 milhão de toneladas por ano e o investimento deve somar cerca de US$ 400 milhões.

Para o presidente da Nexa, este é o próximo grande projeto minerário depois do S11D, da Vale, no Pará. Ao participar de evento realizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) na Fundação FHC, em São Paulo, o executivo disse que a região no entorno da área a ser explorada foi toda mapeada, inclusive para saber como contribuir com o desenvolvimento local, algo que ele julga ser essencial, principalmente hoje. “É o carro-chefe do nosso negócio. Queremos ser uma empresa confiável e inteligente, e qualquer mineradora que quer progredir atualmente precisará pensar no desenvolvimento social e na sustentabilidade ambiental”, comentou.

No lado ambiental, Martins lembrou que os rejeitos são armazenados por empilhamento a seco no projeto Aripuanã. A decisão da Nexa de reforçar sua relação com as comunidades afetadas e demonstrar preocupação ambiental, com casos já estabelecidos, foi importante para ajudar a conquista do licenciamento ambiental necessário para o projeto Aripuanã, segundo Martins, que concedeu entrevista após sua participação em evento. Um dos fatores importantes para auxiliar nesse processo regulatórios foi a decisão de reutilização total da água usada no projeto, além do empilhamento de rejeitos a seco, disse o executivo.

Martins acredita que nos próximos dois a três a meses a licença de instalação será emitida para Aripuanã. No cronograma oficial, dentro de aproximadamente dois anos o projeto de zinco, cobre e chumbo deve iniciar a produção. Sobre o zinco, carro-chefe da Nexa, o executivo considera o desempenho recente injustificado. Para ele, há uma instabilidade de preços para todos os metais, por conta de preocupações com a economia global e, especificamente, com a chinesa, mas os fundamentos econômicos da commodity estão inalterados. “Acredito ser injusta uma performance até abaixo dos outros metais.