Governador disse que foi convencido por equipe para ir e apresentar ações de Mato Grosso

Reprodução/ALMT

O governador Otaviano Pivetta passa o cargo a Max Russi, primeiro na linha de sucessão

O governador Otaviano Pivetta passa o cargo a Max Russi, primeiro na linha de sucessão

GIORDANO TOMASELLI E JONAS DA SILVA
DA REDAÇÃO

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (Podemos), vai assumir o comando do Estado por 11 dias durante uma viagem internacional do governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos).

 

Não queria ir, mas fui convencido aqui dentro do Governo, porque é uma pauta que tem muito a ver com o Estado

Pivetta terá agenda na Turquia, onde participará da COP 31, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. Max assume o comando do Executivo na sexta-feira (6). 

 

O governador representará Mato Grosso no evento e viaja no próximo domingo (8). Ele permanecerá na Turquia por uma semana, até o dia 16. A COP deste ano acontece em Antália, porta de entrada para a região do Mediterrâneo sul da Turquia, conhecida como a Costa Turquesa.

 

O evento ocorre entre 9 a 20 de novembro. A comitiva mato-grossense busca posicionar o Estado como referência global em preservação aliada à produção sustentável. 

 

Durante o evento, Pivetta pretende detalhar a estrutura de vigilância ambiental de Mato Grosso e reforçar o papel da região no cenário internacional de produção de alimentos e conservação natural.

 

"Mato Grosso é o único Estado da federação que tem três biomas: Pantanal, Cerrado e Amazônia e o mundo inteiro fica olhando para a gente o tempo inteiro. Então, vamos lá para mostrar o que estamos fazendo aqui, o nosso sistema de vigilância da Amazônia e o trabalho que o governo vem fazendo ao longo do tempo na fiscalização, na vigilância, na proteção e também na produção de alimentos", disse o governador à imprensa nesta quinta (5).

 

"Vou passar para Max o Governo, porque viajo para Turquia, na COP, para representar Mato Grosso lá. É um encontro importante, não queria ir, mas fui convencido aqui dentro do Governo, porque é uma pauta que tem muito a ver com o Estado", completou Pivetta.

 

Ativos ambientais 

 

Outro ponto focal da missão internacional será a apresentação da nova empresa estatal de capital misto criada para gerir os ativos ambientais do Estado. 

 

A proposta, que já tramita na Assembleia Legislativa, busca estruturar o inventário de créditos de carbono de Mato Grosso para futura comercialização no mercado global.

 

Pivetta destacou que a expectativa é de que o balanço de emissões do Estado atinja a neutralidade nos próximos dez anos, transformando a preservação em uma nova matriz de receita pública.

 

"A empresa já foi criada e vai depositar o estoque de ativos ambientais, de crédito carbono que o Estado tem e nós já temos um balanço do que nós já temos para vender para o mercado. Tudo leva a crer que o mundo, em algum momento, vai começar a remunerar os estados e países que emitem menos [carbono]”. 

 

“O nosso balanço de carbono tende a ser neutro ou negativo nos próximos dez anos, então nós vamos ter mais uma fonte de receita que pode ser destinada em benefício do nosso povo", concluiu.

 

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