Adélia Prado, José Eduardo Agualusa, Helder Macedo e Micheliny Verunschk estão entre os escritores selecionados. O anúncio ocorreu no Teatro YouTube, em São Paulo, com conversas literárias e performance de poesia, em parceria com a Estante Virtual

O Prêmio Oceanos 2026 chegou à sua fase final com 12 livros de escritores de Angola, Brasil, Moçambique e Portugal. A seleção reúne seis obras de prosa e seis de poesia, escolhidas entre as 3.086 inscrições recebidas nesta edição, enviadas por autores de 13 nacionalidades. Entre os finalistas estão nomes consagrados da literatura em língua portuguesa, como Adélia Prado, José Eduardo Agualusa e Helder Macedo, ao lado de escritores que vêm renovando o panorama da produção literária contemporânea. Os finalistas foram selecionados por dois júris internacionais, um dedicado à prosa e outro à poesia, compostos por especialistas de Angola, Brasil, Moçambique e Portugal.

A lista foi apresentada ao público durante um evento realizado pelo Prêmio Oceanos em parceria com a Estante Virtual, no Teatro YouTube, em São Paulo, e com transmissão ao vivo pelo canal do Prêmio Oceanos no YouTube. A programação contou com uma conversa entre as escritoras finalistas, Julia Codo e Micheliny Verunschk, com mediação do escritor e tradutor Felipe Franco Munhoz; e performance da historiadora, editora, poeta, professora e tradutora Nina Rizzi e da poeta, performer e pesquisadora brasileira Natasha Félix.

Os finalistas
Na prosa, a seleção reúne três autores portugueses, dois brasileiros e um angolano. Entre eles está José Eduardo Agualusa, um dos nomes mais reconhecidos da literatura africana contemporânea, com o romance Tudo Sobre Deus (ed.Quetzal, em Portugal, e Tusquets, no Brasil). Também integram a lista Micheliny Verunschk, com Depois do trovão (Companhia das Letras), e a portuguesa Ana Margarida de Carvalho, com A chuva que lança a areia do Saara (Companhia das Letras Portugal).

A diversidade de estilos e gerações é uma das marcas da seleção. Ao lado de escritores com trajetórias consolidadas aparecem nomes como Julia Codo, que estreia no romance com Caderno de ossos (Companhia das Letras), obra que relaciona memória familiar e história brasileira. A lista inclui ainda Rui Nunes, com Não é ainda o pânico (Relógio D'Água.), e Judite Canha Fernandes, com O Mel sem Abelhas (Gradiva).

Na poesia, os finalistas representam três continentes, com autores do Brasil, de Moçambique e de Portugal. A seleção reúne nomes como Adélia Prado, com O jardim das oliveiras (Record), e Helder Macedo, com Corpos da Memória (Caminho), ao lado de Adriana Lisboa, Nina Rizzi, Edimilson de Almeida Pereira e do moçambicano Pedro Pereira Lopes.
As obras abordam temas como memória, ancestralidade, deslocamento, espiritualidade e relações humanas, revelando diferentes perspectivas sobre o mundo contemporâneo e a pluralidade da produção literária em língua portuguesa.

Encontro literário celebrou finalistas
O anúncio dos finalistas foi realizado durante uma programação cultural organizada pelo Prêmio Oceanos em parceria com a Estante Virtual. O encontro, no Teatro YouTube, em São Paulo, contou com uma conversa entre as escritoras Julia Codo e Micheliny Verunschk, mediada pelo escritor Felipe Munhoz, integrante do júri responsável pela seleção dos finalistas de prosa.

Com o tema A literatura como escavação da memória e da história brasileira, a conversa abordou as relações entre criação literária, memória e história, questões presentes nas obras das duas finalistas.

A programação contou ainda com a performance A poesia como discussão do mundo, com a participação das poetas Nina Rizzi, finalista desta edição, e Natasha Félix, integrante do júri de poesia.

O evento foi transmitido ao vivo pelo canal do Prêmio Oceanos no YouTube, ampliando o acesso do público às atividades e às obras finalistas.

Júris Internacionais
A seleção dos finalistas de prosa foi realizada por um júri composto pelos brasileiros Carola Saavedra e Felipe Munhoz, pelos portugueses José Mário Silva e Sara Figueiredo Costa, pelo moçambicano Álvaro Taruma e pelo angolano João Fernando André.

Na poesia, participaram da avaliação a angolana Leopoldina Fekayamãle, o moçambicano Francisco Guita Jr., os brasileiros Fernando Paixão e Natasha Félix e as portuguesas Maria Antónia Oliveira e Maria João Cantinho.

A etapa final será conduzida por dois novos júris internacionais. Na prosa, participarão os brasileiros Nara Vidal e Silvana Tavano, a angolana Ana Paula Tavares e os portugueses José Riço Direitinho e Marta Lança.

Na poesia, o júri será formado pelo angolano Ondjaki, pelos brasileiros Ana Maria Vasconcelos, Juliana Krapp e Maria Esther Maciel e a portuguesa Rita Taborda Duarte.

Os vencedores das categorias prosa e poesia serão anunciados no dia 11 de dezembro, durante cerimônia no teatro do Itaú Cultural.

Sobre o Prêmio Oceanos
Criado no Brasil em 2007, o Prêmio Oceanos é uma premiação internacional dedicada à literatura escrita originalmente em língua portuguesa, com participação de obras publicadas em qualquer lugar do mundo.

Realizado pela Oceanos Cultura e pela Associação Oceanos, o prêmio tem como objetivo valorizar a produção literária contemporânea, promover a circulação de autores e obras e ampliar o diálogo entre as diferentes culturas que compartilham a língua portuguesa.

Em 2026, foram inscritos 3.086 livros, sendo 1.808 de prosa e 1.278 de poesia, de escritores de 13 nacionalidades.

Mais informações: https://associacaooceanos.org/ e Instagram: @oceanospremio

LISTA DOS FINALISTAS
PROSA
  • A chuva que lança a areia do Saara, Ana Margarida de Carvalho (Portugal), Companhia das Letras Portugal.
  • Caderno de ossos, Julia Codo (Brasil), Companhia das Letras.
  • Depois do trovão, Micheliny Verunschk (Brasil), Companhia das Letras.
  • Não é ainda o pânico, Rui Nunes (Portugal), Relógio D'Água.
  • O Mel sem Abelhas, Judite Canha Fernandes (Portugal), Gradiva.
  • Tudo Sobre Deus, José Eduardo Agualusa (Angola), Quetzal, em Portugal, e Tusquets, no Brasil.
POESIA
  • Antes de dar nomes ao mundo, Adriana Lisboa (Brasil), Relicário.
  • Corpos da Memória, Helder Macedo (Portugal), Caminho.
  • Diáspora não é lar, Nina Rizzi (Brasil), Pallas.
  • O jardim das oliveiras, Adélia Prado (Brasil), Record.
  • Porte Étoile, Edimilson de Almeida Pereira (Brasil), Cobalto Livros.
  • Tratado das Coisas Sensíveis, Pedro Pereira Lopes (Moçambique), Imprensa Nacional-Casa da Moeda.
ASSESSORIAS DE IMPRENSA:  
Pela curadoria Oceanos: 
Rodrigo Caetano

Pelo Itaú Cultural: ConteúdoInk