
Elibrè mede desfechos globais com escalas validadas e volta a aferir o paciente 30 dias após a alta, já de volta à rotina. Indicadores demonstram melhoria mais de seis vezes maior que o mínimo clinicamente relevante
A internação psiquiátrica pode durar menos do que os potenciais pacientes imaginam, e é possível demonstrar, com medida, que esse período curto entrega resultado. A Elibrè, instituição de saúde mental de alto padrão localizada na Granja Viana-Cotia, na Grande São Paulo, acompanha seus pacientes com medidas de desfechos globais, um modelo de acompanhamento em psiquiatria ainda inédito no país.
São utilizadas escalas validadas aplicadas ao longo do ciclo de cuidado e uma nova aferição 30 dias depois da alta. Nesse acompanhamento, os sintomas depressivos caem, em média, 12 pontos entre a admissão e o mês seguinte à alta, e o funcionamento global melhora 23%. O tempo médio de permanência na clínica varia entre 15 e 17 dias, conforme a linha de cuidado.
O método combina duas escalas validadas internacionalmente, cada uma com seu protocolo de aplicação. A MADRS (Montgomery-Åsberg Depression Rating Scale) mede a gravidade dos sintomas depressivos e é aplicada em três momentos: na admissão, na alta e 30 dias depois da alta. A WHODAS 2.0, escala da Organização Mundial da Saúde, avalia funcionamento global e qualidade de vida, e é aferida na admissão e 30 dias após a alta. Medir o mesmo paciente mais de uma vez permite compará-lo com ele mesmo: o que se observa é a trajetória, e não um retrato isolado. E a aferição um mês depois da alta é o que distingue o método: é ela que mostra se o ganho obtido na internação se sustenta quando o paciente volta à própria rotina.
Para saber se a mudança medida é clinicamente relevante, e não apenas uma variação estatística, os resultados são comparados à Diferença Mínima Clinicamente Importante (MCID, na sigla em inglês), o limiar a partir do qual se considera que houve efeito real sobre a condição do paciente. Nas duas escalas, os desfechos da Elibrè superaram esse limiar com folga: mais de seis vezes na MADRS e mais do que o dobro na WHODAS 2.0.
“Boa parte dos serviços de saúde mental consegue dizer quanto tempo o paciente ficou internado, mas não o que mudou nele. Medir desfechos globais inverte essa lógica: em vez de descrever o processo, a gente afere o efeito. E medir de novo 30 dias depois da alta é o que realmente distingue o método. É essa aferição que mostra se o ganho obtido na internação se sustenta quando o paciente volta à própria rotina. Sem essa aferição, não há como afirmar que o cuidado entregou resultado; há apenas a impressão de que entregou”, afirma o Dr. Carlos Cais, psiquiatra e consultor sênior da Elibrè.
“O tempo de permanência não é uma meta que perseguimos, é uma consequência. A internação psiquiátrica não segue um modelo único: a duração é definida pela necessidade clínica de cada paciente, pela sua evolução e pelos objetivos do tratamento. O que sustenta a alta não é o calendário, é o desfecho, e é exatamente por isso que medimos. Todo esse conjunto de parâmetros existe para verificar a eficácia do cuidado, não para justificar um período mais curto”, afirma Cais.
Apesar dos números, a internação psiquiátrica ainda é cercada por estigmas e pela percepção de que representa um afastamento prolongado da vida cotidiana. Esse receio pode contribuir para que pacientes e familiares posterguem a busca por atendimento especializado, especialmente diante de quadros que exigem acompanhamento intensivo.
“O medo da internação pode levar pacientes e familiares a postergar uma intervenção que, naquele momento, já é necessária. Esse adiamento pode favorecer a piora dos sintomas, ampliar os impactos na vida cotidiana e tornar a estabilização mais complexa. A internação, quando indicada, deve ser entendida como parte do cuidado e não como um sinal de fracasso”, explica Ary Ribeiro, Diretor Executivo da Elibrè.
Toda internação deve ser vista como uma rede de apoio terapêutica estruturada para pacientes que precisam de acompanhamento intensivo. A indicação é individualizada e depende da avaliação clínica, especialmente em situações nas quais o ambiente habitual já não oferece as condições necessárias para a segurança e a estabilização do paciente.
Sobre a Elibrè
A Elibrè é uma instituição de saúde mental de alto padrão para a internação em casos psiquiátricos no Brasil, dedicada ao cuidado individualizado e personalizado de cada paciente. A clínica reúne ambiente reservado e acolhedor, equipe multidisciplinar altamente especializada e linhas de cuidado estruturadas para diferentes necessidades clínicas. Sua abordagem integra ciência, atenção próxima e estratégias terapêuticas individualizadas, com foco na estabilização, recuperação e retomada da autonomia de cada paciente.
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