Plano Anual Instituto Ayrton Senna registrou mais de 4,4 mil participações em cursos presenciais e virtuais para fortalecer as práticas pedagógicas nas redes públicas
Divulgação Instituto Ayrton Senna
Plano Anual realizado por meio da Lei Rouanet apoia profissionais das redes públicas com formações voltadas à alfabetização, recomposição das aprendizagens, gestão escolar e educação integral
Ministério da Cultura e Instituto Ayrton Senna apresentam
PLANO ANUAL INSTITUTO AYRTON SENNA
Neste Dia dos Professores, celebrado em 15 de outubro, o Instituto Ayrton Senna destaca a importância da formação continuada para aprimorar as práticas pedagógicas e apoiar os educadores nos desafios do cotidiano escolar. Segundo a Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (TALIS 2024), realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 90% dos professores brasileiros dos anos finais do Ensino Fundamental que participaram de atividades de desenvolvimento profissional relataram impactos positivos em sua prática docente.
A formação de educadores é uma das frentes de atuação do Plano Anual Instituto Ayrton Senna, projeto viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). Em 2026, a iniciativa promove cursos voltados à alfabetização, recomposição das aprendizagens, gestão escolar, educação integral e competências socioemocionais. Até agosto, foram contabilizadas mais de 4,4 mil participações em cursos de formação, sendo 3.447 em atividades presenciais e 1.032 em cursos virtuais oferecidos pela plataforma Humane.
As formações abordam questões do cotidiano escolar, como o uso de dados para acompanhar a aprendizagem, estratégias de leitura e escrita, organização da rotina e apoio aos estudantes com dificuldades de aprendizagem. Para Cristiane Bispo, orientadora pedagógica de escola da rede pública de Nova Iguaçu (RJ), a experiência levou a equipe a repensar algumas práticas. “O programa fez a gente refletir: e se a gente começar a mudar a nossa prática? Se a gente começar a colocar rotina na sala de aula, para dar previsibilidade para o aluno, vamos tentar?”, relata.
Além dos cursos, o projeto oferece acompanhamento aos educadores durante a implementação dos programas nas redes de ensino. Até agosto, foram registradas 479 participações em oficinas presenciais e 81 em oficinas virtuais, realizadas em Maceió, Manaus, Natal, Nova Iguaçu, Rio Grande do Sul e São Luís.
Em Nova Iguaçu, as ações também contribuem para a organização e o acompanhamento das práticas educacionais na rede municipal. “A gente tem rotina, formação, a gente tem direcionamento, a gente tem dados e, principalmente, um processo educacional mais estruturado e direcionado para cada particularidade e especificidade da nossa rede”, afirma Virgínia Rocha, secretária municipal de Educação de Nova Iguaçu. Uma das iniciativas desenvolvidas no município é o Circuito 360, que apoia as secretarias de educação na gestão de políticas para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental, com foco na educação integral.
No Rio Grande do Sul, a formação inicial reuniu educadores dos programas Se Liga, Acelera Brasil, Fórmula da Vitória, Diálogos Socioemocionais e Circuito 360 para trabalhar alfabetização, recomposição das aprendizagens e desenvolvimento integral. O primeiro ciclo de oficinas presenciais também acompanhou o trabalho realizado em 18 escolas.
Para Sherol dos Santos, Subsecretária de Desenvolvimento da Educação da Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul (SEDUC-RS), a atuação junto aos educadores também deve considerar as diferentes necessidades dos estudantes. “A aprendizagem não se faz apenas com conhecimento científico. A gente poder instrumentalizar a rede e apoiar o professor para que ele entenda esse estudante como um todo, garantindo educação integral e equidade, ou seja, a gente tem que entender as necessidades de cada um desses estudantes para que todos e todas tenham seu direito a aprendizagem garantido”, afirma.
Segundo Inês Kisil Miskalo, Diretora de Educação do Instituto Ayrton Senna, a formação continuada precisa estar conectada à realidade das escolas e às necessidades dos estudantes. “A formação continuada precisa dialogar com os desafios que o professor encontra todos os dias. É um espaço para olhar para os dados, identificar necessidade coletivas e individuais para entender o tipo de atenção que os estudantes precisam, e pensar em estratégias que possam ser colocadas em prática na sala de aula”, afirma.
Ministério da Cultura apresenta o projeto Plano Anual Instituto Ayrton Senna 2026, viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio de Instituto Ultra, Ipiranga, BASF, Instituto Valgroup, Ecolab, Instituto XP, Instituto Renault, Alelo, BRP, Banco Safra, Banco Daycoval e Galzerano, e realização do Instituto Ayrton Senna e Ministério da Cultura.
Sobre o Instituto Ayrton Senna
Fruto do sonho do tricampeão mundial de Fórmula 1, o Instituto Ayrton Senna é um centro de inovação que busca acelerar a qualidade da educação pública no país. Fazemos isso por meio de pesquisa e inovação, implementação de programas educacionais e contribuição com políticas públicas. Realizamos parcerias com redes de ensino públicas em todo o Brasil para promover alfabetização, melhoria da aprendizagem, desenvolvimento das competências socioemocionais e gestão educacional. Em todos eles, trabalhamos com diagnósticos, formação de educadores e gestores, estabelecimento de metas, monitoramento de indicadores e oferecendo ferramentas e materiais educacionais para serem utilizados em sala de aula. Ao longo de sua atuação, o Instituto já realizou mais de 40 milhões de atendimentos a crianças e jovens, em cerca de 3,3 mil municípios. Ao acelerar a qualidade da educação, o Instituto Ayrton Senna cria caminhos para um futuro melhor.


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