Troca de insultos toma o lugar de respostas sobre juros, emprego, inflação e futuro do Brasil

É um espetáculo deprimente, que revela a pobreza do debate político e a incapacidade de seus protagonistas de compreender a responsabilidade que carregam
Em vez de propostas, ataques pessoais. Em vez de argumentos, provocações. Em vez de respeito ao eleitor, ironias, deboches e uma disputa permanente para ver quem conseguia desqualificar mais o adversário.
É um espetáculo deprimente, que revela a pobreza do debate político brasileiro e a incapacidade de seus protagonistas de compreender a responsabilidade que carregam.
Debate não é isso. O eleitor não liga a televisão para assistir a uma troca de insultos, muito menos para acompanhar uma competição de arrogância e agressividade.
O brasileiro quer saber como o próximo presidente pretende enfrentar os problemas reais do País. Quer respostas sobre os juros elevados, o endividamento das famílias, o custo de vida, o desequilíbrio das contas públicas, a crise na saúde, a violência e a precariedade da educação.
Quer saber como o Brasil voltará a crescer de forma sustentável, gerar empregos de qualidade, atrair investimentos e melhorar efetivamente a vida da população.
Mas, diante das câmeras, o que se vê é uma política reduzida ao confronto pessoal, como se governar uma nação de mais de 200 milhões de habitantes fosse uma disputa de egos.
A democracia precisa de embates duros, questionamentos incisivos e divergências profundas. Mas precisa, sobretudo, de conteúdo, seriedade e respeito à inteligência do cidadão.
No fim, quem perde não é este ou aquele candidato. É o eleitor, mais uma vez tratado como plateia de um espetáculo de baixíssimo nível.
O Brasil precisa de um presidente. Não de um campeão de provocações.
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