Troca de insultos toma o lugar de respostas sobre juros, emprego, inflação e futuro do Brasil

Montagem/MidiaNews

Lula e Flávio Bolsonaro: ataques pessoais e birras infantis

Lula e Flávio Bolsonaro: ataques pessoais e birras infantis

DA EDITORIA do site MIDIA NEWS

O debate presidencial promovido pela Band, na noite deste domingo (18), mais pareceu uma briga de dois adolescentes mimados do que um confronto de ideias entre candidatos que pretendem governar o Brasil.

 

É um espetáculo deprimente, que revela a pobreza do debate político e a incapacidade de seus protagonistas de compreender a responsabilidade que carregam

Em vez de propostas, ataques pessoais. Em vez de argumentos, provocações. Em vez de respeito ao eleitor, ironias, deboches e uma disputa permanente para ver quem conseguia desqualificar mais o adversário.

 

É um espetáculo deprimente, que revela a pobreza do debate político brasileiro e a incapacidade de seus protagonistas de compreender a responsabilidade que carregam.

 

Debate não é isso. O eleitor não liga a televisão para assistir a uma troca de insultos, muito menos para acompanhar uma competição de arrogância e agressividade.

 

 

O brasileiro quer saber como o próximo presidente pretende enfrentar os problemas reais do País. Quer respostas sobre os juros elevados, o endividamento das famílias, o custo de vida, o desequilíbrio das contas públicas, a crise na saúde, a violência e a precariedade da educação.

 

Quer saber como o Brasil voltará a crescer de forma sustentável, gerar empregos de qualidade, atrair investimentos e melhorar efetivamente a vida da população.

 

Mas, diante das câmeras, o que se vê é uma política reduzida ao confronto pessoal, como se governar uma nação de mais de 200 milhões de habitantes fosse uma disputa de egos.

 

A democracia precisa de embates duros, questionamentos incisivos e divergências profundas. Mas precisa, sobretudo, de conteúdo, seriedade e respeito à inteligência do cidadão.

 

No fim, quem perde não é este ou aquele candidato. É o eleitor, mais uma vez tratado como plateia de um espetáculo de baixíssimo nível.

 

O Brasil precisa de um presidente. Não de um campeão de provocações.

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