Produtos brasileiros fazem sucesso em uma das maiores e mais importantes feiras do setor e conquistam espaço no comércio global com apoio da ApexBrasil.
Paris (França) - Do campo brasileiro direto para as prateleiras do mundo. O Brasil amplia suas fronteiras comerciais e avança na disputa pela liderança global na exportação de alimentos. O país chegou à edição da SIAL Paris 2026 (Salon International de l’ Alimentation), que teve início oficialmente neste sábado dia 17, nos arredores da capital francesa, com produtos de excelência de 156 empresas, apresentados a compradores internacionais de dezenas de mercados. Ao inaugurar o Pavilhão Brasil, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Müller, destacou a importância da diversificação de mercados. “Do total das empresas que estão aqui, 74 foram afetadas, de alguma forma, pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos (EUA). A ApexBrasil tem ajudado estes empreendedores na busca de outros mercados, com condições diferenciadas de apoio”, afirmou. Ele reforçou a importância do agronegócio no avanço das exportações. “Apesar desse contexto de grandes desafios globais, o Brasil tem resultados muito positivos nas exportações e deve se tornar a oitava maior economia do mundo, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), além de avançar para se consolidar como o maior exportador de alimentos do mundo. O fato de o Brasil poder se tornar a oitava maior economia do mundo no próximo ano tem muito a ver com as exportações, que contribuem diretamente para a nossa política monetária e estão fortemente ligadas à participação expressiva do agronegócio na economia e no comércio exterior brasileiro”, ressaltou. A presença do país ocorreu após um ano de forte desempenho comercial. Em 2025, as exportações do agronegócio alcançaram US$ 169,2 bilhões, alta de 3% em relação a 2024 e equivalente a 48,5% das vendas externas brasileiras, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Esta é a primeira edição da feira após o início da aplicação provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, em vigor desde 1º de maio de 2026. A delegação reuniu grandes cadeias exportadoras, pequenas e médias empresas e cooperativas da agricultura familiar, com produtos que foram das proteínas animais a alimentos associados à sociobiodiversidade brasileira. Os números da participação brasileira mostram a pujança da produção nacional. Nesta edição, o Brasil ocupou um espaço mais de dois mil metros quadrados em quatro pavilhões, distribuídos pelos halls 4, 5, 6 e 8 dos 12 halls do centro de exposições Paris Nord Villepinte. Até o próximo dia 21, compradores internacionais podem conhecer e provar produtos das 156 empresas nacionais participantes, incluindo os de 14 cooperativas da agricultura familiar.
A organização da feira, considerada uma das maiores e mais importantes do segmento de agroalimentação, estima um total de cerca de 8 mil expositores de 130 países, 650 startups e mais de 400 mil produtos em exposição, além de 295 mil profissionais de aproximadamente 194 países. Com 280 mil metros quadrados de área de exposição, o evento reúne compradores, importadores, distribuidores, redes de supermercados e representantes da indústria mundial de alimentos. Entre os destaques comerciais estão cinco mil grandes compradores, com poder de compra estimado em aproximadamente € 60 bilhões de euros. Segundo a organização, em média, 83% dos compradores realizam transações durante o evento ou nos meses subsequentes.
Abertura de mercados amplia oportunidades para empresas brasileiras
O secretário de Comércio e Relações Internacionais do MAPA, Augusto Billi, lembrou que esta edição acontece no momento em que o Brasil alcançou a marca de 700 mercados abertos para produtos agropecuários, distribuídos por 99 destinos. Ele destacou a importância da parceria entre governo e iniciativa privada para ampliar as vendas externas e superar barreiras comerciais. “Temos conseguido alcançar cada vez mais aumento das exportações com base nesse trabalho conjunto entre ApexBrasil, Ministério da Agricultura, Ministério das Relações Exteriores e iniciativa privada”, afirmou.
O presidente da Abiec, Roberto Perosa, reforçou que apesar dos desafios enfrentados pelo setor de carnes no mercado europeu, há expectativa de negociações que gerem bons negócios não apenas durante a feira. “A carne bovina brasileira tem uma presença muito importante no mercado internacional. A parceria entre a ABIEC e a ApexBrasil, com mais de 20 anos, tem contribuído para a promoção da carne bovina brasileira em diferentes países. Durante a feira, representantes do setor têm mantido diálogo e encontrado alternativas para superar as restrições comerciais impostas à proteína animal brasileira na Europa e buscar oportunidades em outros destinos”, destacou.
O presidente da ABPA, Ricardo Santin, está otimista com os resultados do trabalho conjunto com a ApexBrasil. “Esta parceria de anos tem sido fundamental para levar os produtos brasileiros a mercados internacionais. Esse trabalho fortaleceu a promoção de marcas como Brazilian Chicken, Brazilian Egg e Brazilian Breeds, projetos setoriais em conjunto com a ApexBrasl, e contribuiu para divulgar a qualidade sanitária e a capacidade produtiva do setor, além de apoiar a busca por soluções para a retomada de fluxos comerciais afetados por restrições sanitárias”, ressaltou.
Cooperativas da agricultura familiar conquistam espaço no comércio global
A estreia de 14 cooperativas da agricultura familiar com estandes próprios foi um dos destaques brasileiros na SIAL Paris 2026. A iniciativa, que integrou o programa Cooperar para Exportar, da ApexBrasil, abriu espaço para pequenos produtores em uma das principais feiras mundiais de alimentos. A delegação pode mostrar a potenciais compradores estrangeiros produtos de diferentes biomas, como castanhas-do-Brasil, castanhas de caju, baru, derivados do Cerrado, mel e outros alimentos associados à biodiversidade e à bioeconomia. A presidente da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), Fátima Torres, destacou o alcance econômico e social da iniciativa. “O mundo quer consumir os produtos da sociobiodiversidade. Cada contrato que nossas cooperativas firmam com um país da União Europeia significa mais renda e mais segurança alimentar no campo brasileiro”, afirmou.
Inovação brasileira recebe reconhecimento internacional
A inovação brasileira também ganhou destaque na SIAL Paris 2026 com a conquista do Beverages Award, na categoria Bebidas, do SIAL Innovation Awards pela AMZ Tropical. Fundada na Amazônia, a empresa foi a única brasileira entre as 28 vencedoras da premiação, que avaliou mais de 2,7 mil produtos. O CEO, Leandro Daher, recebeu o prêmio pelas quatro bebidas prontas inspiradas na biodiversidade amazônica: Amazônico Negroni, Limoncello Amazônico, Fitzgerald Amazônico e gin de jambu em versão associada à COP30. “Estamos muito orgulhosos de poder ganhar este prêmio com estas bebidas que representam muito a Amazônia e nossas raízes. Trazer este prêmio para o Brasil e para a Amazônia tem um sabor incrível. Obrigada à ApexBrasil por sempre apoiar a nossa empresa e nossos projetos”, agradeceu Daher.
A inauguração do Pavilhão Brasil contou também com as presenças do chefe do Setor de Promoção Comercial e Investimentos (Secom) da Embaixada do Brasil na França, ministro Caio Renault; vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza; diretor de Relações Internacionais da ABPA, Luis Rua; daUnião Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), Fátima Torres; e dos gerentes de Relações Institucionais e Governamentais da ApexBrasl, Carla Duarte; de Agronegócio da ApexBrasil, Pedro Netto; de Eventos da ApexBrasil, Pablo Lira; compradores e visitantes.
Assessoria de Imprensa da ApexBrasil




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