- Mensagens trocadas: Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, afirmou a funcionário de Vorcaro que estava gostando de utilizar o jatinho Legacy 650;
- Contrato investigado: inquérito no STF aponta proposta de R$ 50 milhões entre o escritório Barci de Moraes Advogados e a holding Viking Participações;
- Posição da defesa: o escritório Barci de Moraes nega a conclusão do contrato, afirmando que a proposta não foi aceita e nada foi assinado.
O inquérito do Master em curso no STF inclui a minuta de um contrato entre o escritório Barci de Moraes Advogados e a Viking Participações, holding patrimonial de Vorcaro.
O contrato previa a prestação de serviços advocatícios no valor de R$ 50 milhões. O pagamento seria feito pela Viking por meio da transferência de cotas do jatinho Legacy 650 e de um helicóptero EC155 B1.
Em nota, o escritório Barci de Moraes afirma que o contrato não chegou a ser assinado. No entanto, mensagens incluídas no relatório da Polícia Federal indicam que Viviane Barci exercia domínio de fato sobre os bens.
“Logo em seguida, MARCOS (funcionário da Prime You) envia a DANIEL VORCARO recorte de conversa que teve com VIVIANE MORAES, na qual questiona se ‘estão gostando da utilização das cotas de vcs’. Viviane (Barci de Moraes) responde que ‘Sim, estamos gostando muito’”, diz trecho do relatório da PF.
As conversas também revelam a preocupação de Viviane Barci de Moraes em não vincular a propriedade do jatinho a uma empresa diretamente associada a ela.
“Eles queriam que a empresa que fosse dona do ativo fosse uma em que os sócios estão muito visíveis, e haveria risco reputacional grande”, explicou o advogado Leonardo Palhares a Daniel Vorcaro, em conversa de 24 de julho de 2025.
Em outras mensagens, Vorcaro orienta de forma enfática uma funcionária da Prime You a “não deixar de atender Barci” no momento de agendar os voos do Legacy 650.






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