Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis. Gálatas 5:17


Somos confrontados constantemente em nossos pensamentos; é um litígio entre a vontade humana e o seu dever. 
Em parte, queremos tantas coisas, anelamos pelo conveniente, por aquilo que satisfaça o nosso coração. Por outro lado, age o nosso tino: a sensatez nos diz que devemos frear e não ultrapassar o limite que possa nos fazer colher sementes amargas e dolorosas. Há um conflito interno: o nosso eu diz que será bom fazer, mas a nossa consciência diz que será um laço. Travamos um embate frontal em nós; os nossos pensamentos se digladiam e se embrulham entre si. 
E, nesta divergência, seguimos tentando dominar o emocional, contornar o humano e fortalecer o espiritual.
Tem dias que, realmente, tudo parece fugir do controle; a angústia aperta o peito, a dúvida dá o ar da sua graça, a insegurança se prontifica, o medo sorri. Ficamos acuados em nossa toca pessoal, disfarçando com sorrisos, mas com os nervos saltitando, logo, aflora o receio de que vejam como de fato estamos.
O que pode apaziguar este reboliço interior é a força da fé. Quando a fé está focada no precursor da origem, Jesus Cristo, o descontrole aquieta-se, a ansiedade é dominada, o pavor sai de cena e a segurança nos protege.
O atrito na alma humana é o revolver de Deus o chamando para buscá-Lo. O ser humano é muito mais do que um homem ou uma mulher; é um ser divino comprimido na modelagem adaptável do terreno. 
Urge o contato com o eterno. Se as fagulhas divinas não estiverem acesas dentro de nós, a alma geme, o corpo padece e o espírito se entristece.
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Pra. Elza Amorim