Especialista explica como alterações hormonais, gravidez, puerpério e menopausa podem modificar as mamas e alerta para sintomas que não devem ser ignorados
Rio de Janeiro, julho de 2026 - Encontrar um nódulo na mama ou perceber mudanças no formato, na pele ou nos mamilos costuma gerar preocupação imediata. Embora muitas dessas alterações estejam relacionadas às oscilações hormonais ao longo da vida e sejam benignas, especialistas alertam que toda mudança persistente merece atenção. A boa notícia é que nem todo caroço representa um câncer de mama, mas a avaliação médica é fundamental para diferenciar alterações esperadas de condições que exigem tratamento.
Ao longo da vida, as mamas passam por transformações naturais em diferentes fases, como puberdade, ciclo menstrual, gravidez, puerpério e menopausa. Durante a amamentação, por exemplo, é comum ocorrerem aumento do volume das mamas, sensibilidade, ingurgitamento mamário, ductos obstruídos e pequenos nódulos relacionados ao acúmulo de leite.
Fora desse contexto, alterações como cistos mamários e fibroadenomas estão entre as causas mais frequentes de nódulos benignos, especialmente em mulheres jovens. Ainda assim, conhecer o próprio corpo e perceber mudanças fora do padrão é essencial para um diagnóstico precoce quando necessário.
Segundo Dra. Peneloppe Lacerda, ginecologista e mastologista do Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, no Rio de Janeiro, o principal desafio é orientar as pessoas a observarem alterações nas mamas, sem associar automaticamente qualquer nódulo ao câncer.
"Nem todo caroço é grave, mas nem toda alteração deve ser ignorada. A maioria dos nódulos mamários é benigna, porém somente a avaliação clínica e, quando necessário, exames de imagem conseguem determinar a causa da alteração. Quanto mais cedo uma doença é identificada, maiores são as chances de um tratamento menos invasivo e mais eficaz", explica.
O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras, depois do câncer de pele não melanoma, mas também acomete homens. Ainda assim, a maior parte das alterações mamárias têm origem benigna.
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam cerca de 74 mil novos casos da doença por ano no Brasil no triênio 2026-2028, reforçando a importância da informação e do acompanhamento médico regular.
"A recomendação não é viver em estado de alerta permanente, mas conhecer as próprias mamas, manter as consultas preventivas em dia e procurar atendimento sempre que perceber uma mudança persistente ou diferente do habitual", destaca a especialista.
Para ajudar a identificar quando uma alteração faz parte das mudanças naturais das mamas e quando é hora de procurar um especialista, Dra. Peneloppe elenca os principais sinais de atenção que merecem avaliação médica. Confira:
Nódulo palpável
Nem todo caroço é câncer. Cistos e fibroadenomas são alterações benignas bastante comuns, mas qualquer nódulo que permaneça por semanas, aumente de tamanho ou apresente consistência endurecida deve ser avaliado.
Mudanças na pele da mama
Vermelhidão persistente, espessamento da pele, aspecto semelhante à "casca de laranja", descamação ou feridas que não cicatrizam, podem indicar alterações que precisam de investigação.
Alterações no mamilo
Retração recente do mamilo, mudança no formato ou secreção espontânea — principalmente quando é sanguinolenta ou ocorre em apenas uma mama — são sinais que exigem avaliação médica.
Dor persistente ou localizada
A dor mamária costuma estar relacionada às alterações hormonais do ciclo menstrual, da gravidez ou da amamentação. No entanto, quando é intensa, localizada, persiste por longos períodos ou vem acompanhada de outros sintomas, merece investigação.
Mudanças durante o puerpério e a amamentação
É esperado que as mamas fiquem mais sensíveis, endurecidas e aumentem de volume devido à produção de leite. Entretanto, febre, dor intensa, vermelhidão localizada ou piora do estado geral podem indicar mastite, condição que necessita de atendimento médico.
Caroços na axila
O aumento de gânglios (ínguas) pode estar relacionado a infecções ou inflamações, mas também ocorrer em doenças das mamas. Se persistirem ou aumentarem de tamanho, devem ser avaliados por um especialista.
Sobre o Hospital da Mulher Mariska Ribeiro
O Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, localizado em Bangu, no Rio de Janeiro, é um complexo gerenciado pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.
Sobre o CEJAM
O CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas de saúde em São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Osasco, Campinas, Carapicuíba, Barueri, Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, São Roque, Lins, Assis, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos Campos.
A organização faz parte do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS), e tem a missão de ser instrumento transformador da vida das pessoas por meio de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde.
O CEJAM é considerado uma Instituição de excelência no apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS), tendo conquistado novamente, em 2026 , a certificação Great Place to Work. O seu nome é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra e um dos fundadores da Instituição.
Neste ano, a organização lança a campanha CEJAM 2026: respeito à vida, respeito ao planeta. 365 dias cuidando do presente, transformando o futuro!
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