Austrália, Canadá e França adotam novas medidas para ampliar o cuidado à menopausa. No Brasil, a empresária e nutricionista Vanessa Costa cria ecossistema que une educação, tecnologia e saúde feminina
A menopausa deixou de ser tratada apenas como uma questão individual de saúde e passou a integrar a agenda de governos, instituições científicas e sistemas de saúde em diferentes países. Nos últimos meses, iniciativas internacionais reforçam uma mudança de paradigma, o cuidado à mulher nessa fase da vida passa a ser encarado como uma estratégia de saúde pública, educação e longevidade.
Na Austrália, a partir de julho de 2026, todas as clínicas públicas de endometriose e dor pélvica do país passaram a oferecer atendimento especializado para menopausa e perimenopausa. O governo também anunciou um pacote nacional para ampliar o acesso à informação, terapias e atendimento multidisciplinar, com investimento de 40 milhões de dólares.

No Canadá, a província de Ontário lançou o primeiro padrão nacional de qualidade para o cuidado da menopausa, estabelecendo diretrizes para diagnóstico, tratamento e acompanhamento das pacientes. Já a França revisou, pela primeira vez em mais de 20 anos, suas recomendações nacionais sobre menopausa para incorporar as evidências científicas mais recentes.
O movimento também alcança a comunidade científica. Em 2026, a International Menopause Society (IMS) atualizou suas recomendações globais, reforçando a importância de um cuidado multidisciplinar, com foco em saúde cardiovascular, metabolismo, cognição, saúde óssea e longevidade.
No Brasil, essa transformação ganha força por meio de iniciativas como a da nutricionista Vanessa Costa, fundadora da NutrAlive e criadora da primeira Menotech do Brasil. Após enfrentar uma menopausa precoce aos 38 anos, ela identificou uma lacuna na formação dos profissionais de saúde e desenvolveu um ecossistema que reúne educação continuada, tecnologia, atendimento multiprofissional e suplementação baseada em evidências.
Hoje, a Metoch promove capacitação para nutricionistas, médicos, farmacêuticos, fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiros e outros especialistas, aproximando a ciência da prática clínica e ampliando o acesso à informação qualificada para mulheres no climatério e na menopausa.
"O que vemos ao redor do mundo é uma mudança importante na forma como a menopausa é compreendida. Ela deixou de ser um tema restrito ao consultório e passou a fazer parte das políticas públicas, da educação e da inovação em saúde. O Brasil precisa acompanhar esse movimento, investindo na formação dos profissionais e em um cuidado mais integral para as mulheres", afirma Vanessa Costa.

A movimentação internacional reforça que a menopausa deixou de ser uma questão invisível e passou a ocupar espaço nas agendas de saúde pública, ciência e inovação. No Brasil, a criação da primeira Menotech do país acompanha essa transformação ao unir educação, tecnologia e atendimento multidisciplinar para ampliar o acesso à informação qualificada e contribuir para um novo modelo de cuidado às mulheres no climatério e na menopausa.


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