O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi, afirmou que votará pela derrubada do veto do governador Otaviano Pivetta ao projeto de lei que institui a Creche do Idoso no Estado. Apesar de declarar voto favorável à manutenção da proposta aprovada pelos deputados, o parlamentar defendeu que a discussão seja conduzida por meio do diálogo entre os Poderes, evitando que o tema se transforme em um embate político.


Segundo Max Russi, ainda há espaço para que Executivo e Legislativo construam um entendimento capaz de viabilizar a implantação de centros de convivência voltados à população idosa, com atendimento multidisciplinar e atividades que promovam qualidade de vida, acolhimento e integração social.

O deputado destacou que seu posicionamento pela derrubada do veto não representa um confronto com o governo estadual. Para ele, o momento exige equilíbrio e disposição para buscar uma solução consensual que preserve a boa relação institucional entre os Poderes e, ao mesmo tempo, atenda aos interesses da população.

“Tenho meu voto pela derrubada do veto, mas não precisa ser uma queda de braço. É possível construir uma solução por meio do diálogo”, declarou o presidente da Assembleia.

Na avaliação de Max, divergências entre Executivo e Legislativo fazem parte do processo democrático e não devem ser encaradas como obstáculos para a construção de políticas públicas. O parlamentar afirmou que, quando há diálogo e disposição para o entendimento, é possível aperfeiçoar projetos e encontrar alternativas que garantam benefícios concretos para a sociedade.

Ele também ressaltou que o debate sobre a Creche do Idoso deve ocorrer em um ambiente técnico e institucional, priorizando o interesse público acima de disputas políticas. A proposta tem como objetivo oferecer espaços especializados para acolhimento e convivência da terceira idade, com acompanhamento de equipes multidisciplinares e ações voltadas ao bem-estar dos idosos.

O veto do governador ainda será analisado pelo plenário da Assembleia Legislativa. Até o momento, não há data definida para a votação, que decidirá se a decisão do Executivo será mantida ou derrubada pelos deputados estaduais. A expectativa é de que, antes da apreciação, novas conversas entre representantes do governo e do Parlamento possam abrir caminho para um entendimento que preserve a proposta ou permita ajustes considerados necessários pelas duas partes.

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