O ex-prefeito de Porto Velho e candidato a
governador pela Federação União Progressistas, Hildon Chaves, fez uma avaliação
bastante preocupante sobre os índices de violência contra as mulheres e da
criminalidade em Rondônia. Com mais de vinte anos de experiência no combate ao
crime, como ex-promotor de Justiça, Hildon afirmou que o grave problema de
segurança pública em Rondônia é resultado “da mais completa inoperância por
parte do Governo do Estado”.
Hildon afirmou que o relatório
do Tribunal de Contas do Estado, divulgado na semana passada, “não deixa
dúvidas sobre o desafio que o próximo governador terá na questão da segurança
pública”. Rondônia ocupa o 1º lugar no ranking nacional de feminicídios (43,8%
dos homicídios femininos). O Estado também é o segundo no país em violência
doméstica, com 520 casos registrados a cada 100 mil mulheres; o segundo em
medidas protetivas de urgência, com 973 casos por 100 mil habitantes. Rondônia
ostenta ainda o segundo lugar nacional em estupro e em estupro de vulneráveis,
com 107 casos por 100 mil mulheres.
“Nos últimos anos, as disputas entre facções
criminosas locais e nacionais alavancaram
os índices de Mortes Violentas Intencionais (MVI) na região Norte”, denunciou
Hildon. “Estamos no momento mais perigoso de nossa história, eu diria que o
Acre já está completamente tomado pelo crime, mas Rondônia ainda tem como
enfrentar, mas não vamos a lugar nenhum com a paralisia completa que tomou
conta do Governo do Estado”, disparou.
Hildon Chaves conhece a realidade do combate à
criminalidade de perto. Durante mais de duas décadas, como promotor de Justiça,
enfrentou o crime organizado, atuando em centenas de julgamentos, ajudando a
colocar criminosos atrás das grades e atuando sempre ao lado da sociedade. “Rondônia está na rota do
tráfico internacional de drogas, devido à sua proximidade com as fronteiras de outros países, como
Bolívia e Peru, e a abundância de rios navegáveis e de áreas de floresta,
condições que favorecem o narcotráfico e o crime organizado”, alertou.
NA LINHA DE FRENTE
“Segurança pública exige comando, planejamento e
decisão. Exige integração entre as polícias, inteligência, tecnologia,
investimento permanente e valorização de quem arrisca a própria vida para
proteger a nossa”, detalhou. “Hoje, muitos policiais seguem na linha de frente
enfrentando o perigo todos os dias, muitas vezes com estrutura insuficiente.
Eles merecem respeito e valorização. Necessitam ter condições para cumprir a
sua missão”.
A verdade é
que temos um apagão de soldados em nossa Polícia Militar, precisamos voltar a valorizar
a base da nossa corporação”, afirmou Hildon. “A situação é a mesma na Polícia
Civil. Não se faz concurso público há mais de doze anos. Vamos trabalhar para
corrigir as defasagens salariais e valorizar nossos investigadores de polícia,
agentes penitenciários, bombeiros e todas as carreiras que compõem a nossa
segurança pública”, avisou.
“Isso é o resultado de anos de falhas e da falta de
prioridade com a segurança pública”, ressaltou Hildon. “Falta investimento em tecnologia. Falta inteligência
policial. Faltam equipamentos. Faltam viaturas nas ruas. E, acima de tudo,
faltam policiais para proteger a população”, disparou. “Sem efetivo suficiente,
sem estrutura e sem valorização das forças de segurança, quem ganha espaço é a
criminalidade. E quem perde é o cidadão de bem, que vive com medo”, completou.
ASSESSORIA


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