À época advogado, Ricardo Almeida foi um dos responsáveis pelo acordo de R$ 308 milhões celebrado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi
João Aguiar
O desembargador Ricardo Gomes de Almeida, que foi alvo da Operação Heritage deflagrada na manhã desta quinta-feira (06) pela Polícia Federal, teve o passaporte retido. A informação é do próprio Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
À época advogado, Ricardo Almeida foi um dos responsáveis pelo acordo de R$ 308 milhões celebrado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi.
Em nota, o TJMT esclareceu que não houve nenhum mandado cumprido na sede do Poder Judiciário Estadual. “O Poder Judiciário de Mato Grosso permanece à disposição para colaborar com as autoridades competentes, caso seja solicitado”, completa.
O caso
Além de Ricardo Almeida, como já informado pelo
, o ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado Mauro Mendes (UB) também foi alvo da ação. Policiais federais cumpriram mandados na residência do ex-governador, localizada no condomínio Alphaville 1.
Também foram alvos: o deputado federal e ex-secretário-chefe da Casa Civil Fábio Garcia e o conselheiro Ulisses Rabaneda, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Fabio Garcia foi escolhido para concorrer como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos).
Em nota, Rabaneda esclareceu que a diligência da PF aconteceu no escritório de advocacia em que ele atuava antes de se licenciar da profissão para assumir o cargo de conselheiro do CNJ. “Importa esclarecer que sua relação com os fatos apurados decorre exclusivamente da sua atuação como advogado, em período anterior ao ingresso no CNJ”.
A Polícia Federal também esteve na sede da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que diz confiar na PF e que o caso será esclarecido. Conforme apurou o
, os agentes teriam recolhido documentos em uma sala utilizada por um familiar de Fábio Garcia. A reportagem tentou contato com a assessoria do deputado, mas ainda não obteve posicionamento.
Ao todo, foram expedidas 25 ordens judiciais, autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.
Segundo a Folha de S.Paulo, os investigados também foram alvo de outras medidas cautelares, como a proibição de comunicação entre si, a apreensão de passaportes e a quebra dos sigilos fiscal e bancário, todas autorizadas pelo ministro. Os mandados são cumpridos em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará.
RD NEWS
Entre na comunidade do Rdnews no WhatsApp e acompanhe as notícias em tempo real; Acesse




0 Comentários