Enquanto catarata responde por cerca de metade dos casos de cegueira no mundo e pode ser revertida com cirurgia, glaucoma evolui de forma silenciosa e provoca danos irreversíveis
As duas doenças que mais ameaçam a visão da população acima dos 40 anos têm características muito diferentes, mas compartilham um fator decisivo: o tempo. Enquanto a catarata pode ser tratada com cirurgia e, na maioria dos casos, permite recuperar completamente a capacidade visual, o glaucoma compromete o nervo óptico de forma permanente e não tem cura. Para o Dr. Álvaro Dantas, diretor médico do Hospital Ícone da Visão, essa diferença torna o diagnóstico precoce o principal aliado na prevenção da cegueira evitável.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a catarata é responsável por quase 51% dos casos de cegueira no mundo, o que a torna a principal causa de perda visual reversível. No Brasil, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) estima entre 400 mil e 550 mil novos casos por ano. Já o glaucoma figura entre as principais causas de cegueira irreversível no mundo. De acordo com o CBO, mais de 1,7 milhão de brasileiros convivem com a doença e, segundo a Associação Mundial do Glaucoma, cerca de metade dos pacientes sequer sabe que a possui.
"Muitos confundem, mas catarata e glaucoma são doenças distintas. A catarata provoca um embaçamento progressivo na visão, que pode ser revertido com cirurgia. No glaucoma, a visão perdida não volta. Quando o paciente percebe os primeiros sinais, muitas vezes parte do nervo óptico já foi comprometida de forma definitiva", explica o médico.
A catarata ocorre quando o cristalino, lente natural do olho, perde a transparência ao longo do envelhecimento, dificultando a passagem da luz e comprometendo gradualmente a visão. O tratamento consiste na substituição desse cristalino por uma lente intraocular, em um procedimento cirúrgico que dura entre 15 e 30 minutos e dispensa internação.
O glaucoma, por outro lado, representa um desafio muito maior para a saúde pública justamente porque evolui de forma silenciosa. Em sua forma mais comum, a doença não provoca dor, vermelhidão nem alterações perceptíveis nas fases iniciais. "Na maioria dos casos, a doença avança sem sintomas até fases bastante avançadas. O maior desafio não é tratar a doença, mas diagnosticar pessoas que ainda enxergam normalmente e, justamente por isso, acreditam que não precisam procurar um oftalmologista", afirma o especialista.
Embora apresentem evoluções distintas, catarata e glaucoma compartilham fatores de risco importantes, como o envelhecimento. Pessoas com histórico familiar de glaucoma, diabetes, hipertensão arterial ou miopia elevada exigem acompanhamento ainda mais rigoroso, já que apresentam maior probabilidade de desenvolver alterações oculares ao longo da vida.
O Conselho Brasileiro de Oftalmologia recomenda que adultos realizem avaliação oftalmológica completa regularmente a partir dos 40 anos, mesmo na ausência de sintomas. O exame preventivo permite identificar alterações ainda nas fases iniciais, quando existem maiores possibilidades de preservar a visão e evitar perdas permanentes.
"Na oftalmologia, esperar os sintomas aparecerem pode significar perder uma oportunidade que não volta. Se a catarata nos ensina que é possível recuperar a visão, o glaucoma mostra que preservá-la depende, acima de tudo, de prevenção e acompanhamento periódico. Quanto mais cedo identificamos essas doenças, maiores são as chances de manter qualidade de vida e independência ao longo do envelhecimento", conclui o Dr. Álvaro Dantas.
Sobre o Hospital Ícone da Visão
O Hospital Ícone da Visão é uma instituição de referência em oftalmologia, com unidades em Recife (PE) e São Paulo (SP), especializada em cirurgia refrativa, catarata e glaucoma. Reconhecido pela suíte refrativa Vision Max 800 (Zeiss), tecnologia mais moderna do mundo, e por incorporar inteligência artificial e visualização 3D em seus procedimentos cirúrgicos, o hospital adota e conta com atendimento personalizado e recuperação no mesmo dia. Também faz parte do projeto social Amigos do Bem, voltado à saúde ocular de comunidades no Nordeste do Brasil.


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