
Amamentação, oferta adequada de água, roupas leves e cuidados com a pele estão entre as medidas que ajudam a proteger os pequenos nos dias de temperatura elevada
São Paulo, agosto de 2026 - Dias de calor intenso exigem atenção especial de quem tem bebês em casa. Crianças pequenas estão entre os grupos mais vulneráveis às altas temperaturas e dependem dos adultos para que necessidades como alimentação, hidratação, conforto térmico e cuidados com a pele sejam percebidas e atendidas ao longo do dia.
Essa atenção precisa ser ainda maior porque, nos primeiros meses de vida, o organismo do bebê ainda está em desenvolvimento. A pele, por exemplo, pode ser até cinco vezes mais fina do que a de um adulto, possui células menores e mais espaçadas e apresenta uma barreira protetora menos madura. Na prática, isso significa uma pele mais permeável, mais suscetível ao ressecamento e à penetração de agentes irritantes, alérgenos e microrganismos, além de maior sensibilidade aos raios UV.
O pH da pele também passa por mudanças importantes nessa fase. Mais próximo do neutro ao nascer, ele vai se tornando progressivamente mais ácido nos primeiros dias de vida, acompanhando o amadurecimento da função de proteção da barreira cutânea. Não por acaso, aproximadamente 30% das visitas aos pediatras estão direta ou indiretamente relacionadas a questões de pele.
Nos dias mais quentes, portanto, manter o bebê hidratado envolve olhar para duas frentes complementares: a hidratação do organismo e o cuidado com a pele. Calor, suor, exposição ao sol e banhos mais frequentes podem aumentar o desconforto e favorecer o ressecamento, ao mesmo tempo em que temperaturas elevadas exigem atenção maior à ingestão adequada de líquidos de acordo com cada fase da infância.
E esse cuidado começa por uma diferença importante: nos primeiros meses de vida, hidratar não significa simplesmente oferecer água. O Ministério da Saúde recomenda aleitamento materno exclusivo até os seis meses, sem água, chás ou outros líquidos, inclusive em locais secos e quentes. A Organização Mundial da Saúde reforça que o leite materno contém toda a água necessária nessa fase e que, em dias mais quentes, o bebê pode querer mamar com maior frequência.
A partir dos seis meses, quando começa a introdução alimentar, a água passa a fazer parte da rotina e deve ser oferecida ao longo do dia. O Ministério da Saúde destaca ainda que crianças pequenas nem sempre reconhecem ou conseguem comunicar a sede, o que torna a participação dos cuidadores ainda mais importante durante períodos de calor.
Segundo a Dra. Márcia Varejão, pediatra, homeopata e com foco em medicina integrativa, o principal cuidado é justamente não separar esses aspectos.
“Quando pensamos em um bebê no calor, precisamos olhar para hidratação de uma forma mais ampla. Não é apenas quanto líquido ele recebe, mas também como está essa pele mais delicada, se o ambiente está muito quente, se há excesso de roupa, suor ou exposição ao sol. Alimentação, conforto térmico, pele e comportamento fazem parte do mesmo cuidado”, afirma.
A especialista reúne cinco cuidados importantes para atravessar períodos de temperaturas elevadas com mais segurança.
1. Hidrate a pele todos os dias, principalmente após o banho
Como a pele do bebê é mais fina, permeável e possui uma barreira de proteção ainda em desenvolvimento, ela tende a perder água e ficar mais suscetível ao ressecamento. Nos dias quentes, suor, banhos mais frequentes e exposição ao ambiente externo podem aumentar ainda mais essa sensibilidade.
A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta o uso de hidratantes próprios para bebês, preferencialmente após o banho, com fórmulas adequadas à faixa etária, hipoalergênicas e sem perfume.
“Quando falamos em hidratação da pele do bebê, o objetivo é ajudar a preservar essa barreira que ainda está amadurecendo. O ideal é optar por fórmulas suaves e adequadas à idade e tornar esse cuidado parte de uma rotina simples”, explica a médica.
Entre as opções disponíveis está a Loção Bebê Boiron, primeiro cosmético materno infantil da companhia no Brasil. Desenvolvida para uso desde o nascimento, a fórmula possui 98% de ingredientes de origem natural, é hipoalergênica, testada dermatologicamente e sem fragrância. Segundo dados da empresa, houve aumento de 41% na hidratação da pele uma hora após a aplicação.
2. Evite hábitos que favorecem o ressecamento
Hidratar a pele também significa evitar situações que prejudiquem sua barreira natural. Banhos muito quentes ou demorados, excesso de sabonete, exposição prolongada ao sol e roupas que aumentem a transpiração podem favorecer irritação e ressecamento.
“Às vezes, a preocupação está apenas em qual produto passar, mas a rotina faz muita diferença. Banhos rápidos, temperatura agradável da água, roupas leves e evitar excesso de produtos ajudam a preservar a proteção natural da pele”, afirma Márcia.
3. Até os seis meses, a hidratação vem principalmente da amamentação
Quando o assunto passa da pele para a hidratação do organismo, a idade do bebê faz toda a diferença. Para aqueles em aleitamento materno exclusivo, não é necessário oferecer água mesmo nos dias mais quentes. O leite materno já fornece a quantidade necessária, e o bebê pode procurar o peito com maior frequência quando a temperatura sobe.
“É comum que o padrão de mamadas mude nos dias de calor. O mais importante é respeitar a livre demanda e observar os sinais do bebê”, explica a especialista.
4. A partir dos seis meses, ofereça água ao longo do dia
Com o início da introdução alimentar, a água passa a fazer parte da rotina. Em períodos de temperaturas elevadas, os cuidadores precisam lembrar que crianças pequenas nem sempre conseguem reconhecer ou comunicar a sede.
“A água precisa ser oferecida várias vezes durante o dia, inclusive deixar o copinho sempre a vista da criança ajuda a criar o hábito dela se hidratar, sem esperar que a criança peça. Pequenas ofertas frequentes ajudam a criar esse hábito desde cedo”, diz Márcia.
Sucos, refrigerantes e outras bebidas açucaradas não devem substituir a água.
5. Observe o ambiente e os sinais do bebê
Manter uma criança hidratada também passa por evitar que ela fique exposta ao calor excessivo. Roupas leves, ambientes ventilados e redução da exposição externa nos horários mais quentes ajudam o organismo a regular melhor a temperatura.
Ao mesmo tempo, os responsáveis devem observar sinais como boca seca, redução importante da urina, irritabilidade, sonolência fora do habitual, recusa alimentar ou dificuldade para mamar.
“Não precisamos esperar que o bebê demonstre sede. Principalmente nos menores, observar comportamento, alimentação, urina, pele e estado geral é fundamental para identificar rapidamente quando algo não está bem”, alerta Márcia.
Sobre a Boiron
A Boiron é uma empresa farmacêutica francesa com mais de 90 anos de história e líder mundial em homeopatia. Fundada em 1932 pelos farmacêuticos Jean e Henri Boiron, a companhia atua com foco em uma abordagem de saúde mais humana, respeitosa e sustentável. No Brasil desde 2006, a empresa oferece um portfólio de medicamentos homeopáticos e amplia agora sua presença com o lançamento de seu primeiro cosmético materno infantil no país.
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