Presidente do Podemos disse que definição ocorreu após ouvir lideranças de todas as regiões do estado


Midia News

Após impasse e tensão, Max sela apoio à reeleição de Pivetta

O governador Otaviano Pivetta e o presidente do Podemos, Max Russi

Foto: Reprodução

Após dias de intensas articulações e disputas nos bastidores da política mato-grossense, o presidente estadual do Podemos, deputado Max Russi, confirmou nesta quarta-feira (5) o apoio do partido à candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à reeleição ao Palácio Paiaguás. 

Max afirmou que o posicionamento foi definido após ouvir candidatos, prefeitos, vereadores, convencionais e lideranças de todas as regiões do estado. Segundo ele, a decisão respeita a vontade da maioria e busca fortalecer o conjunto do Podemos nas eleições 2026.
 
“Eu sempre deixei claro que sou o líder desse processo, mas não o dono da decisão. Ouvimos a todos, e respeitando a vontade da maioria, decidimos apoiar o Pivetta. É uma decisão firme, democrática e construída com responsabilidade”, declarou.
 
Max também ressaltou que a escolha leva em consideração a relação construída com Pivetta e a convergência em torno de projetos considerados importantes para o desenvolvimento estadual.
 
“Essa parceria não começou agora. São anos de diálogo, trabalho e construção por Mato Grosso. Tomamos uma posição pensando no futuro do estado, na continuidade dos avanços e, principalmente, na melhoria da vida das pessoas”, acrescentou.
 
A decisão de Max, contudo, contrasta com a movimentação política que ele próprio fez nas últimas 24 horas. Na terça-feira (4), o deputado se reuniu duas vezes com o candidato do PL ao Governo, senador Wellington Fagundes, durante um almoço e, mais tarde, à noite, antes e depois da convenção do Podemos.
 
Ainda na terça-feira, Wellington havia aceitado o empresário Elson Ramos como candidato a vice-governador em sua chapa, indicação feita por Max.
 
Dissidências na sigla
 
A aliança firmada por Max com o governador, por outro lado, evita um possível racha interno no Podemos, caso o partido optasse por apoiar Wellington Fagundes. 
 
Entre os candidatos proporcionais, já estava definido que o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, candidato a deputado federal, e o deputado estadual Beto Dois a Um apoiariam a reeleição de Otaviano Pivetta.
 
Beto mantém relação de fidelidade política e amizade com Pivetta e com o ex-governador Mauro Mendes, de quem foi secretário durante a gestão na Prefeitura de Cuiabá (2013-2016). Já Neri condicionou sua filiação ao Podemos ao compromisso de apoiar a candidatura de Pivetta à reeleição.
 
Apesar da decisão da maioria pelo apoio a Pivetta, o Podemos decidiu liberar os filiados e as lideranças que desejarem acompanhar candidatos de outras coligações ou partidos na disputa majoritária.
 
“Definimos o caminho do partido, mas também respeitamos as posições divergentes. Quem tiver outro entendimento terá liberdade para fazer sua escolha. O Podemos segue unido no propósito de fortalecer suas chapas proposicionais e trabalhar por Mato Grosso”, explicou Max.