Na 17ª edição do RD Entrevista, o jornalista Vinícius Canova recebe Sílvia Cristina, jornalista, radialista, professora, ex-vereadora de Ji-Paraná, deputada federal e atual pré-candidata ao Senado pelo Progressistas. Durante a conversa, a convidada revisita a própria história, detalha a trajetória política, comenta alianças para 2026, apresenta entregas dos dois mandatos em Brasília e explica por que decidiu disputar uma vaga no Senado.

Sílvia relembra a origem humilde, a influência dos pais e o trabalho iniciado ainda jovem. Conta que enfrentou gagueira até os 12 anos, começou no rádio aos 16 e construiu uma carreira de mais de 27 anos na comunicação. Também fala sobre a formação como professora. O diagnóstico de câncer de mama aos 32 anos ocupa parte central da entrevista. A parlamentar descreve os impactos do tratamento e afirma que a experiência mudou sua relação com a vida. Após a recuperação, ajudou a criar, em 2007, um grupo de apoio e atuou por 15 anos em ações ligadas ao Hospital de Amor. A entrada na política, segundo Sílvia, ocorreu como consequência desse trabalho. Ela relembra que resistiu ao convite para disputar uma vaga na Câmara Municipal de Ji-Paraná, realizou uma campanha apoiada por amigos e foi eleita vereadora. Depois, perdeu uma eleição para deputada estadual, reelegeu-se no município e, em 2018, conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados, sendo reconduzida em 2022. Ao avaliar os mandatos federais, afirma ter destinado mais de R$ 514 milhões a Rondônia. Cita investimentos em saúde, prevenção e diagnóstico do câncer, unidades hospitalares e serviços distribuídos pelos 52 municípios. O trabalho com as Apaes também é destacado. Reconhecida como “madrinha das Apaes”, explica que visitou unidades para identificar necessidades locais. Menciona recursos de custeio, entrega de veículos e ações dirigidas às entidades que atendem pessoas com deficiência e autismo. Na discussão sobre 2026, Sílvia afirma que a pré-candidatura ao Senado não nasceu apenas de uma decisão pessoal. Diz que o projeto foi estimulado por apoiadores e cita o evento realizado no Clube Vera Cruz, em Ji-Paraná, como demonstração de apoio. Os bastidores das alianças também entram na conversa. Questionada sobre tentativas de dificultar sua candidatura, Sílvia trata o período como marcado por especulações. Ela comenta a relação com Hildon Chaves, escolhido pela federação para disputar o Governo de Rondônia, e explica a presença de Adailton Fúria no lançamento, apesar dos projetos diferentes. A chapa ao Senado reúne duas áreas. Sílvia cita o produtor rural Marcelo e o policial civil Rodrigo Marinho como nomes ligados ao agronegócio e à segurança pública. Defende regularização fundiária, crédito, estradas, substituição de pontes de madeira e investimentos na segurança. A pré-candidata também comenta as mudanças partidárias. Ao falar sobre a saída do PDT, a passagem pelo PL e a atual filiação ao Progressistas, afirma que amadureceu politicamente e que suas ideias estão voltadas à direita. Ressalta, porém, que não adota postura radical e que respeita pessoas com posições diferentes. Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva aparecem na análise sobre os governos acompanhados por Sílvia na Câmara. Ela os define como politicamente distintos, comenta pontos que considera positivos em cada período e afirma que divergências nacionais não podem impedir a liberação de recursos e o atendimento da população. Ao tratar da sucessão presidencial, cita nomes apresentados para 2026 e declara preferência por Flávio Bolsonaro, embora observe que o posicionamento nacional do partido ainda não estava definido. A deputada afirma que aguardaria a orientação partidária antes da campanha oficial. O papel do Senado aparece quando Sílvia é questionada sobre impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Ela declara estar preparada para enfrentar pautas sensíveis e associa essa atuação à coragem, habilidade política e ficha limpa. Também recorda que apoiou requerimentos de CPIs na Câmara. Fake news e ataques nas redes sociais fazem parte do debate. Sílvia diz que tem sido alvo de informações falsas e afirma contar com acompanhamento jurídico. Para ela, conteúdos enganosos podem interferir na disputa, motivo pelo qual defende uma campanha baseada em verdade e responsabilidade. A violência contra a mulher fecha a conversa. A parlamentar considera preocupante a situação de Rondônia e defende mais políticas públicas, ampliação da rede de apoio, funcionamento das delegacias especializadas, acesso ao emprego e locais seguros para vítimas e filhos. Na conclusão, Sílvia apresenta-se como uma política acessível, voltada ao cuidado com pessoas e disposta a ampliar no Senado o trabalho desenvolvido como vereadora e deputada federal. Pede que o eleitorado examine a trajetória, as entregas e a capacidade de enfrentar as responsabilidades do cargo. RD Entrevista é uma produção dos estúdios Rondônia Dinâmica em parceria com Informa Rondônia.