Presente em mais de 40 centros clínicos e consultórios do país, capacete de fotobiomodulação tem eficácia reforçada por evidências clínicas produzidas em Pernambuco

A fotobiomodulação transcraniana já faz parte da rotina de atendimento em mais de 40 centros clínicos e consultórios distribuídos por 16 estados, no tratamento de pacientes com depressão refratária e enxaqueca crônica. A tecnologia, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), tem sua eficácia embasada por estudos internacionais e reforçada por ensaios clínicos nacionais, liderados pelo doutor Dennison Monteiro, médico psiquiatra, na Universidade de Pernambuco (UPE), e pela doutora Idele Guimarães, médica neurologista, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O cenário global de doenças neurológicas, que afetam mais de 3,4 bilhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), dá contexto ao avanço. Desenvolvido pela HeadUp, o primeiro dispositivo brasileiro voltado ao uso médico em transtornos neurológicos e psiquiátricos emprega luz infravermelha para estimular processos celulares no cérebro

Na prática, os resultados observados em serviços de saúde no país reforçam a adoção do método, que utiliza emissão de luz para modulação da atividade cerebral e pode ser aplicado em casos que não respondem adequadamente aos tratamentos convencionais. A fotobiomodulação transcraniana (FBM) atua com comprimentos específicos de luz direcionados a regiões do cérebro associadas ao humor, à percepção da dor e às funções cognitivas

Em Pernambuco, estudos clínicos liderados pelo psiquiatra dr. Dennison Monteiro indicam resposta positiva em casos de depressão refratária, condição definida pela ausência de melhora após pelo menos dois tratamentos com antidepressivos. Entre os 22 pacientes que concluíram o protocolo, 41% apresentaram resposta clínica, taxas similares às observadas a outros tratamentos mais complexos, como a estimulação magnética transcraniana (EMT).

 “Estamos aplicando a fotobiomodulação transcraniana com um capacete de 256 LEDs infravermelhos, em sessões de 20 minutos, três vezes por semana, durante quatro semanas. E, estes resultados têm se mostrado muito consistentes na prática clínica”, afirma Monteiro. Segundo o psiquiatra, a incorporação da tecnologia na assistência médica amplia possibilidades terapêuticas e reforça a autonomia tecnológica nacional. “O uso de um dispositivo desenvolvido no Brasil facilita sua adoção em diferentes serviços de saúde”, diz.

No campo da neurologia, a médica Idele Guimarães acompanha pacientes com enxaqueca crônica que utilizam a mesma abordagem em ambiente clínico. Os dados indicam redução na frequência e intensidade das crises após sessões regulares. Além da melhora nos indicadores de dor, os pacientes apresentaram redução de 39% no número de dias com dor de cabeça e também do uso excessivo de analgésicos. “Os pacientes atendidos no ambulatório de cefaleia do Hospital Municipal Mendo Sampaio apresentaram melhora significativa nos indicadores de dor e qualidade de vida”, afirma. Para a pesquisadora, o método amplia as alternativas não farmacológicas para uma das condições neurológicas mais frequentes na prática médica. “A fotobiomodulação atua como moduladora da atividade cortical, com baixo índice de efeitos adversos”, diz.

Fabricado pela Santos Tecnologia, do Grupo Santos Tec, o capacete desenvolvido pela HeadUp utiliza luz infravermelha de 810 nanômetros para estimular processos celulares ligados à atividade mitocondrial, com impacto na oxigenação, regeneração e modulação neuroquímica. O equipamento permite ajustes de intensidade e frequência para diferentes protocolos clínicos. 

À frente do projeto, Marcelo Chagas afirma que o objetivo é oferecer uma solução médica baseada em evidências e já aplicada na prática assistencial. “Não encontramos no Brasil um produto com esse nível de especificidade para transtornos mentais. Nossa proposta é entregar ciência, não promessa de bem-estar”, finaliza Chagas.

Sobre a HeadUp:

Com foco na inovação científica e na ampliação do acesso a tratamentos avançados, a HeadUp tornou-se a primeira empresa brasileira a lançar um capacete de fotobiomodulação transcraniana certificado pela Anvisa e pelo Inmetro para aplicações em neurologia e saúde mental. Desenvolvido para uso exclusivamente sob prescrição médica, o dispositivo oferece uma alternativa não invasiva e baseada em evidências científicas para o tratamento de condições como depressão, enxaqueca e doenças do Sistema Nervoso Central, como Doença de Parkinson e Demência de Alzheimer, permitindo protocolos seguros, controlados e personalizados para pacientes atendidos em clínicas e hospitais. 


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