Falência da Saúde do Estado é reflexo direto de uma “gestão amadora dos recursos”, denuncia Hildon Chaves, que

aponta “graves falhas” na pasta conduzida pelo secretário Edilton Oliveira dos Santos

  

A poucos meses de encerrar o governo, o secretário estadual da Saúde, Edilton Oliveira dos Santos, tomou a

decisão de retirar R$ 231,5 milhões que seriam utilizados na construção do Hospital de Emergência e Urgência de

Rondônia (HEURO), em Porto Velho. A ação do secretário enterra definitivamente uma promessa de campanha

feita há oito anos e escancara o processo de falência da Saúde Pública do Estado.

 

“Estamos diante do resultado de uma gestão amadora dos recursos”, disparou o ex-prefeito da capital e pré-

candidato ao Governo do Estado pela Federação União Progressistas, Hildon Chaves. “A falta de competência

administrativa fez o secretário de saúde abandonar a construção do hospital, tão urgente e necessário para a

população, apenas para pagar despesas do dia a dia, que poderiam ter sido geridas de outra forma, desde que

houvesse um bom planejamento e dedicação ao trabalho”, criticou.

 

O projeto do novo hospital foi sepultado no dia 14 de julho de 2026, quando foi publicado o Decreto Nº 31.797,

no Diário Oficial do Estado. O documento oficializou a manobra contábil de "crédito adicional suplementar por

anulação", cancelando a reserva financeira que garantiria a obra. Exatos R$ 231.565.360,00 que estavam

carimbados e guardados exclusivamente para a construção do HEURO foram transferidos para o caixa geral do

Fundo Estadual de Saúde (FES) para pagar as contas da pasta.

 

Para Hildon Chaves, muito mais do que o simples cancelamento de uma obra, a decisão retrata um profundo

descaso com a saúde da população. "Estamos falando de vidas, de pessoas que depositaram esperanças numa

solução que não veio, pelo menos na atual administração”, disse Hildon. “A população foi iludida e o cofre da

obra foi esvaziado", disparou.

 

NOVO JOÃO PAULO

 

Hildon Chaves explicou que a construção de um novo hospital na capital faz parte de seu plano de governo. “A

nova rodoviária de Porto Velho era tratada como uma obra quase impossível, mas construímos do zero e

entregamos em um ano e oito meses, e é plenamente realizável fazer isso no João Paulo II”, ressaltou, citando a

obra executada durante sua gestão na capital. “Tenho certeza de que, no caso do hospital de urgência e

emergência, o prazo de três anos será suficiente para nós construirmos uma estrutura completamente nova,

adequada e necessária para a nossa população”, garantiu.

 

Hildon lembrou que hoje o hospital João Paulo II está “completamente abandonado, temos um quadro médico de

excelência, mas as instalações são precárias, o que é absolutamente lamentável. Todas as especialidades médicas

estão lá, temos um corpo de profissionais médicos e de saúde que é simplesmente extraordinário, o que não

podemos mais é aceitar essa situação”, declarou.

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