Equipamento entregue por meio do programa federal "Agora Tem Especialistas" fortalece a assistência oncológica pelo SUS na Zona Leste de São Paulo, ampliando o acesso da população a tratamentos mais modernos, precisos e ágeis
O Hospital Santa Marcelina de Itaquera, referência em assistência de alta complexidade na Zona Leste de São Paulo, recebeu um novo acelerador linear de última geração por meio do programa federal "Agora Tem Especialistas". A iniciativa representa um importante avanço para a oncologia da instituição e para a ampliação do acesso da população aos tratamentos especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com a modernização de seu terceiro acelerador linear, o hospital amplia significativamente sua capacidade de atendimento em radioterapia, oferecendo tratamentos mais precisos, eficientes e seguros para pacientes com câncer.
O anúncio da entrega do equipamento contou com a presença do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçando o compromisso conjunto entre o Governo Federal e as instituições de saúde na ampliação da assistência especializada à população brasileira.
Às vésperas de completar 65 anos, o Hospital Santa Marcelina reafirma seu papel estratégico na assistência à saúde da população da Zona Leste de São Paulo e sua posição como uma das principais referências em atendimento de alta complexidade do Estado. Fundada em 1961 pela Congregação das Irmãs de Santa Marcelina, a instituição construiu uma trajetória marcada pela excelência assistencial, inovação tecnológica, formação de profissionais e compromisso permanente com o Sistema Único de Saúde (SUS).
O diretor administrativo, Fabrício Santana, destaca que o crescimento institucional resulta de investimentos contínuos em infraestrutura, tecnologia e qualificação profissional. “Nosso objetivo é garantir atendimento seguro, resolutivo e alinhado às necessidades da população, sem abrir mão da assistência humanizada que caracteriza o Santa Marcelina”, esclareceu.
“Hoje celebramos uma conquista que vai muito além da entrega de um equipamento. Celebramos a vida, a esperança e a força das parcerias que tornam possível fortalecer permanentemente o SUS, ampliando o acesso da população a tratamentos cada vez mais modernos, humanizados e eficazes”, destacou a diretora-presidente do Santa Marcelina Saúde, Irmã Rosane Ghedin.
EXCELÊNCIA EM ONCOLOGIA: o Santa Marcelina possui uma das mais completas estruturas de oncologia da rede pública paulista e oferece atendimento integral desde o diagnóstico até o tratamento e acompanhamento dos pacientes. Anualmente, cerca de 2.880 pacientes recebem tratamento oncológico, com mais de 28 mil sessões de quimioterapia, 19 mil sessões de radioterapia e aproximadamente 2.400 cirurgias oncológicas, consolidando-se como uma das principais referências em tratamento do câncer na capital paulista.
Entre os avanços recentes destaca-se o retorno do serviço de braquiterapia, modalidade de radioterapia interna que beneficiará cerca de 180 pacientes por ano, ampliando o tratamento do câncer. Em geral, a braquiterapia de alta taxa de dose é utilizada no tratamento do câncer ginecológico com um papel importante na cura dos pacientes.
A atualização tecnológica com um terceiro acelerador linear ampliará a capacidade para novos tratamentos de todos os tipos de neoplasias, viabilizando o atendimento de aproximadamente 2.200 pacientes por ano. Os aceleradores lineares são os principais equipamentos utilizados na radioterapia.
“Por meio de tecnologia avançada e planejamento computadorizado, o equipamento direciona feixes de radiação com alta precisão ao tumor, que aumenta a eficácia do tratamento e reduz a exposição dos tecidos saudáveis. No Santa Marcelina Saúde, essa tecnologia é fundamental para oferecer atendimento oncológico de alta complexidade aos pacientes do SUS”, explica Dr. Elson Santos Neto, radio-oncologista e coordenador do Setor de Radiologia do Santa Marcelina Saúde.
De acordo com Dr. Elson, por meio da tecnologia do acelerador linear, os pacientes são tratados em aproximadamente um minuto e meio, com mais precisão e eficácia. É benéfico para a saúde pública, que consegue aumentar a sua capacidade de tratamento. As sessões são mais rápidas, e isso possibilita tratar mais pacientes por dia. Além disso, têm vantagens na qualidade de imagens e na entrega de dose. Para o paciente, tratamento em menos sessões, diminui as vindas ao hospital, reduzindo toxicidades e melhorando a qualidade de vida dos pacientes’, esclarece.
Outra grande conquista foi o equipamento de PET-CT, que realiza exame de alta precisão para diagnóstico, estadiamento e monitoramento do câncer. Assim, a instituição pode fazer toda a linha do câncer de ponta a ponta: diagnóstico, estadiamento, cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
MEDICINA NUCLEAR: o Hospital Santa Marcelina conta com um moderno Serviço de Medicina Nuclear, especializado na utilização de radiofármacos para diagnóstico e acompanhamento de diversas doenças.
Entre os investimentos mais recentes está a implantação de uma nova Gama-Câmara, equipamento que proporciona imagens de alta qualidade e maior precisão diagnóstica em doenças cardíacas, neurológicas e oncológicas, com uma perspectiva de realizar aproximadamente 2.600 exames por ano.
MODERNIZAÇÃO DA HEMODINÂMICA: o Serviço de Hemodinâmica passa pelo maior processo de modernização de sua história, com a construção de uma quarta sala para procedimentos minimamente invasivos e a substituição integral dos equipamentos por sistemas de última geração.
A nova estrutura incorpora recursos avançados de imagem, reconstruções em 4D, tomografia em tempo real, redução da exposição à radiação e automação na administração de contraste. A modernização amplia a capacidade de atendimento em procedimentos cardiovasculares de alta complexidade, incluindo angioplastias, tratamento de cardiopatias congênitas, cirurgias endovasculares, intervenções estruturais cardíacas, estudos eletrofisiológicos, além de neurointervenção, como trombectomia, na qual somos referência no Estado.
Na Atenção Primária à Saúde, foram realizadas 4,5 milhões de consultas médicas e 1,8 milhão de atendimentos por outros profissionais de saúde, o que reforça o trabalho multiprofissional e o cuidado integral. As equipes também realizaram mais de 4,1 milhões de visitas domiciliares, entre Agentes Comunitários de Saúde e demais profissionais, para ampliar o acesso à assistência e fortalecer o vínculo com a comunidade.
Além disso, a rede contabilizou mais de 19,6 milhões de procedimentos assistenciais, 26.446 cirurgias e 285.712 exames de apoio diagnóstico e terapêutico, demonstrando sua capacidade operacional e contribuição para a resolutividade da Atenção Primária.
INOVAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO DIGITAL: a inovação integra os pilares estratégicos do Santa Marcelina. Em 2024, a instituição concluiu a unificação dos prontuários eletrônicos da rede, para conectar os sistemas da Atenção Primária e das unidades hospitalares.
A integração permite o compartilhamento seguro de informações em tempo real, melhora a continuidade do cuidado, reduz retrabalho e amplia a segurança assistencial. Outro destaque é o programa STEMI Santa, iniciativa baseada em telemedicina que acelera o diagnóstico e o tratamento do infarto agudo do miocárdio, contribuindo para a redução da mortalidade e das complicações cardiovasculares.
ENSINO, PESQUISA E FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS: além da assistência, o Santa Marcelina desempenha papel relevante na formação de profissionais de saúde e no desenvolvimento científico. Criado em 2008, o Centro de Ensino e Pesquisa Clínica (CEPEC) já participou de mais de 270 estudos clínicos e, atualmente, conduz 63 pesquisas ativas nas áreas de Oncologia, Neurologia, Hematologia, Hemoterapia e Cardiologia. Desde sua criação, mais de 1.530 pacientes foram beneficiados por protocolos de pesquisa clínica.
A instituição também figura entre os maiores centros formadores do País, com 42 programas de residência médica e quatro programas de residência multiprofissional, tendo formado mais de 3.800 especialistas ao longo de sua trajetória.
COMPROMISSO COM O FUTURO DO SUS: às vésperas de completar 65 anos, o Hospital Santa Marcelina mantém um amplo plano de expansão, modernização tecnológica e fortalecimento da assistência.
Novas estruturas voltadas à formação, gestão, ensino e apoio operacional estão em desenvolvimento, acompanhadas da incorporação de equipamentos de última geração para ampliar a capacidade assistencial e qualificar ainda mais o atendimento oferecido à população.
Esses investimentos reforçam o compromisso da instituição com o SUS e consolidam uma das mais completas estruturas públicas de alta complexidade do Estado de São Paulo, ampliando o acesso da população a tecnologias diagnósticas e terapêuticas avançadas, com atendimento resolutivo, seguro e humanizado.
Santa Marcelina Saúde: o Santa Marcelina atende uma população superior a 4,5 milhões de habitantes e coordena uma ampla rede de serviços composta por hospitais, unidades de urgência e emergência, serviços especializados e uma das maiores estruturas de Atenção Primária à Saúde (APS) do Brasil, presente em cinco regiões da Zona Leste paulistana. Esse modelo integra prevenção, promoção da saúde, diagnóstico, tratamento e reabilitação, o que fortalece a continuidade do cuidado e amplia o acesso da população aos serviços especializados.
O Hospital Santa Marcelina Itaquera dispõe de 709 leitos, sendo 549 destinados ao SUS, incluindo 103 leitos de terapia intensiva. Cerca de 87% dos atendimentos são realizados para usuários do sistema público. Considerando toda a rede, são 1.842 leitos, dos quais 271 de UTI. Somente no último ano, a Rede Santa Marcelina registrou mais de 92 mil internações, 612 mil atendimentos em pronto-socorro, mais de 5 milhões de exames laboratoriais, 847 mil exames de imagem, 581 mil consultas ambulatoriais, mais de 43 mil cirurgias e 9.368 partos.
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