Com a chegada das temperaturas mais baixas, especialista consultado pela Zimmer Biomet explica por que o inverno pode revelar limitações de movimento antes ignoradas e quando é hora de procurar avaliação médica
A dor articular no inverno não é apenas uma impressão popular: um estudo europeu realizado com pacientes que convivem com osteoartrite mostrou que 67,2% dos participantes — aproximadamente dois terços — relataram influência das condições climáticas sobre a intensidade das dores articulares, especialmente em períodos mais frios e úmidos.
Consultado pela Zimmer Biomet, o médico ortopedista Dr. Mauro Meyer explica que o inverno costuma funcionar como um "termômetro" da saúde articular, tornando mais evidentes limitações de mobilidade que muitas vezes passam despercebidas ao longo do ano.
"É comum que os pacientes relatem mais rigidez ao acordar, desconforto ao iniciar movimentos e maior dificuldade para caminhar, subir escadas ou realizar atividades rotineiras. O frio pode aumentar a tensão muscular, reduzir a disposição para se movimentar e potencializar sintomas que já existiam", afirma.
Dor articular no inverno pode ser um sinal de alerta
Embora o frio não seja a causa direta das doenças articulares, ele pode evidenciar problemas que já comprometem a saúde musculoesquelética. Segundo Dr. Mauro Meyer, o principal sinal de alerta não é apenas a dor, mas a perda progressiva de mobilidade.
"Quando uma pessoa começa a evitar determinados movimentos, sente dificuldade para caminhar, levantar-se de uma cadeira ou percebe limitações crescentes na rotina, é importante buscar avaliação médica. Muitas vezes, esses sintomas são naturalizados, mas podem indicar condições que merecem acompanhamento especializado", explica.
O inverno também costuma expor outro fator crítico para a saúde das articulações: a redução da prática de atividades físicas. Com a queda das temperaturas, é comum que as pessoas se tornem mais sedentárias, favorecendo a perda de força muscular e reduzindo o suporte às articulações — o que pode contribuir para a piora dos sintomas e acelerar perdas funcionais em quem já apresenta algum grau de desgaste articular.
Para minimizar os impactos do período mais frio, o especialista recomenda manter uma rotina regular de exercícios compatível com as condições de cada paciente, investir em alongamentos e aquecimento muscular antes das atividades físicas e manter acompanhamento médico sempre que houver dores persistentes ou limitações de movimento.
"O movimento é uma das principais ferramentas para preservar a saúde articular. Quanto mais cedo identificamos um problema, maiores são as possibilidades de tratamento e de manutenção da qualidade de vida", destaca.
Nos casos mais avançados, quando há comprometimento importante da articulação e os tratamentos conservadores já não apresentam resultados satisfatórios, a artroplastia pode ser indicada para restaurar a mobilidade e aliviar a dor. Para esses procedimentos, tecnologias robóticas, utilizadas em cirurgias de joelho e quadril, contribuem para maior precisão no planejamento e execução das intervenções — permitindo abordagens cada vez mais personalizadas.
"O objetivo final é devolver movimento, independência e qualidade de vida ao paciente. Hoje contamos com recursos tecnológicos que permitem tratamentos mais personalizados, mas o primeiro passo continua sendo procurar avaliação médica ao perceber que a dor ou a limitação de movimento estão interferindo na rotina", conclui Dr. Mauro Meyer. ´
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