Na nona edição do RD Entrevista, o jornalista Vinícius Canova recebe Everton Leoni, fundador do Grupo SIC, comunicador, ex-deputado estadual por três mandatos e pré-candidato a vice-governador de Rondônia na chapa de Adailton Fúria, do PSD, para uma conversa sobre trajetória pessoal, bastidores da política, comunicação, episódios marcantes de sua vida pública e expectativas para as eleições de 2026. Durante a entrevista, Leoni explica os motivos que o levaram a retornar ao cenário político e afirma que aceitou compor o projeto por acreditar no potencial de Fúria.

Ao longo da conversa, Everton Leoni relata que já não pertence mais ao Grupo SIC e que transferiu aos filhos as responsabilidades empresariais construídas ao longo da vida. Segundo ele, sua obra material foi consolidada na comunicação, mas ainda havia o desejo de voltar à política em uma condição específica. Leoni afirma que, durante anos, imaginou retornar apenas ao lado do ex-governador Ivo Cassol, a quem trata como líder e referência. O comunicador diz que conversou com Cassol antes de aceitar o convite de Fúria. Durante a entrevista, o pré-candidato a vice destaca que vê em Adailton Fúria características semelhantes às de Ivo Cassol, especialmente na forma direta de se relacionar com a população. Leoni relembra uma caminhada ao lado de Fúria no centro de Porto Velho e afirma que teve receio de não ser reconhecido pelo público depois de tantos anos fora da política. Segundo ele, a recepção nas ruas foi positiva e reforçou sua percepção de que o ex-prefeito de Cacoal possui forte conexão popular. Outro tema abordado envolve a exposição de Leoni na televisão e no rádio em ano pré-eleitoral. Questionado sobre eventual vantagem em relação aos adversários, ele afirma que deixará os programas dentro dos prazos legais e sustenta que a memória eleitoral costuma se consolidar nos momentos finais da campanha. O comunicador também comenta pesquisas internas e afirma que Fúria deve se tornar alvo frequente dos adversários por ser considerado competitivo. A conversa também passa por um dos episódios mais sensíveis de sua vida pública: as acusações relacionadas ao caso conhecido como Folha Paralela, ocorrido quando era deputado estadual. Leoni afirma ter sido absolvido por unanimidade e diz que o processo afetou sua trajetória política, inclusive sua votação posterior. Segundo ele, pessoas que insistirem em associá-lo às acusações ignorando a absolvição poderão responder judicialmente. O pré-candidato também afirma que essa experiência influenciou sua postura como comunicador. Durante a entrevista, Everton Leoni relembra sua trajetória na comunicação rondoniense. Ele fala sobre o antigo programa de auditório que levava seu nome, cita a participação de Lisete Canova na produção e afirma que a atração marcou gerações de jovens em Rondônia. O comunicador ainda comenta a influência do teatro em sua atuação na televisão, dizendo que a experiência cênica o ajudou a transmitir emoção e sensibilidade diante das câmeras. Outro ponto de destaque é o Papo de Redação, programa que, segundo Leoni, nasceu da ideia de um jornal de bancada e acabou se transformando em uma mesa de comentários marcada pela irreverência e pela personalidade de seus integrantes. Ele cita nomes como Beni Andrade, Sérgio Pires, professor Peixoto, Sérgio Mello e Domingos Júnior, além de comentar perdas pessoais e profissionais que marcaram a história da atração. Ao tratar do papel de vice-governador, Everton Leoni afirma que pretende ser leal a Adailton Fúria e que não deseja ocupar uma função apenas decorativa. O pré-candidato sustenta que quer ajudar a cuidar do Estado, especialmente levando ao governo demandas de Porto Velho e contribuindo para aproximar a capital do interior. Segundo ele, a palavra final caberá ao governador, mas o vice pode colaborar com debates e articulação política. Na parte política da conversa, Leoni comenta a polarização nacional entre Lula e Bolsonaro. Ele afirma que considera o confronto ideológico prejudicial ao país, declara estar mais próximo do campo conservador e diz que Fúria também representa esse sentimento. Ao mesmo tempo, defende respeito a ideias progressistas e afirma já ter votado em Lula, Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro em momentos diferentes, sempre avaliando o que considerava melhor para Rondônia. Na reta final da entrevista, Everton Leoni apresenta prioridades que pretende defender caso a chapa seja eleita. Ele menciona estradas, produção, agronegócio, geração de empregos, saúde pública, segurança, valorização das forças policiais e atenção ao combate à violência contra mulheres. O pré-candidato também afirma que pretende continuar no rádio e na televisão, conciliando a comunicação com as atribuições institucionais do cargo. RD Entrevista é uma produção dos estúdios Rondônia Dinâmica em parceria com Informa Rondônia – Conexão Direta com a Verdade.