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MC Ryan é transferido de presídio em razão de visitas excessivas de advogados, segundo defesa

Alvo da operação policial Narco Fluxo, deflagrada no dia 15 de abril, MC Ryan foi preso sob a suspeita de ser o líder de um esquema que movimentou R$ 1,6 bilhão do crime organizado

MC RyanReprodução Instagram

O cantor MC Ryan, preso de forma preventiva por suposto envolvimento em um esquema criminoso de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi transferido do Centro de Detenção Provisória (CDP), na capital paulista, onde estava detido, para a Penitenciária II de Mirandópolis, no interior do Estado.
De acordo com Felipe Cassimiro, advogado de MC Ryan, a transferência foi determinada em razão do excesso de visitas que o acusado recebia de outros advogados, que iam ao CDP na tentativa de serem contratados para representar o cantor. "Bem possível que mais de cem advogados (foram ao CDP)", afirmou Cassimiro ao Estadão.
O assédio, segundo ele, acontece porque outros profissionais enxergam no caso a possibilidade de defender uma pessoa famosa e de alto poder aquisitivo. "Isso acontece com recorrência e envolve até questões éticas", aponta.
Segundo o advogado, a decisão não partiu da defesa do cantor, mas foi administrativa. "Eu queria mantê-lo aqui (no CDP, em São Paulo) para que ela possa ficar mais perto dos familiares", disse. Mirandópolis é um município da região noroeste do Estado, a cerca de 600 quilômetros de São Paulo.
A Secretaria de Administração Penitenciária do Estado (SAP-SP) apenas confirmou a transferência do investigado, mas disse que não comenta "motivos de transferência".
Alvo da operação policial Narco Fluxo, deflagrada no dia 15 de abril, MC Ryan foi preso sob a suspeita de ser o líder de um esquema que movimentou R$ 1,6 bilhão do crime organizado. O crime envolvia lavar dinheiro de origem ilegal - incluindo o tráfico de drogas internacional - por meio de bets e jogos de apostas.
O cantor Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, proprietário da página "Choquei", que acumula 27 milhões de seguidores só no Instagram, também foram detidos. As defesas do trio sempre alegaram inocência.
Os três foram alvos de mandado de prisão temporária. Eles acabaram sendo soltos depois que o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Messod Azulay Neto, concedeu habeas corpus e declarou a prisão temporária dos investigados ‘ilegal’.
O DIA

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