Professora do IBMR destaca cuidados que vão da prevenção de infecções ao apoio emocional

A enfermagem exerce um papel central no processo de recuperação e na melhoria da qualidade de vida de pacientes que passaram por amputação. A atuação do enfermeiro vai muito além dos cuidados técnicos, abrangendo também a prevenção de complicações, a reabilitação e o acolhimento emocional. Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes indicam que o país tem mais de 16 milhões de pessoas com a doença, uma das principais causas de complicações vasculares que podem levar à amputação de membros inferiores.

Já o Ministério da Saúde aponta que milhares de amputações são realizadas anualmente no Brasil, muitas relacionadas a complicações evitáveis, como infecções e falta de controle glicêmico. Em paralelo, os traumas, especialmente acidentes de trânsito, também seguem como uma das principais causas de amputações no país.

Segundo Jessica Brunoni, professora de Enfermagem do IBMR, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, o cuidado no pós-operatório exige atenção rigorosa à ferida cirúrgica, principalmente em pacientes com diabetes ou vítimas de trauma. “O primeiro ponto é manter a ferida íntegra, com curativos realizados em técnica estéril, utilizando materiais adequados e manejo técnico-científico para evitar infecções”, explica. Ela destaca ainda a atuação do enfermeiro estomaterapeuta, especialista em feridas e curativos, como fundamental nesse processo.

Além dos cuidados locais, a professora ressalta a importância de um olhar ampliado sobre o paciente. “É essencial manter a segurança medicamentosa, a higiene e o controle da glicose, já que níveis elevados de açúcar no sangue aumentam o risco de infecção e prejudicam a cicatrização”, afirma.

No controle da dor, a enfermagem também tem papel determinante. Por estar continuamente próxima ao paciente, a equipe monitora sinais vitais como pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória, que podem indicar dor mesmo quando o paciente não consegue verbalizá-la. A enfermagem constantemente avalia e garante o uso correto da analgesia prescrita, além de orientar posicionamento adequado e medidas de conforto.

O cuidado também se estende ao ambiente domiciliar após a alta hospitalar. Orientações sobre curativos, alimentação, hidratação e uso correto de medicamentos fazem parte do plano de continuidade do cuidado. “Evitar excesso de açúcar e gordura, manter boa hidratação e seguir corretamente as orientações de curativo são fatores decisivos para uma boa cicatrização”, reforça.

Outro ponto destacado pela docente é o suporte emocional oferecido ao paciente. “A adaptação à nova realidade pode impactar profundamente a autoimagem e a rotina. O enfermeiro tem um papel de acolhimento, ajudando o paciente a entender que é um processo de adaptação e que, com o tempo e apoio, ele pode retomar suas atividades de forma adaptada”.

Esse cuidado inclui ainda orientações práticas para a reabilitação e prevenção de quedas, como adaptações no ambiente domiciliar, uso de dispositivos de apoio e retirada de obstáculos.

Por fim, Jessica Brunoni ressalta a importância do envolvimento da família e da atuação multiprofissional no processo de recuperação. “A família tem um papel fundamental no suporte diário, mas também precisa ser cuidada. Muitas vezes, o enfermeiro identifica a necessidade de apoio psicológico não só para o paciente, mas também para os familiares”, conclui.

Para a professora, o enfermeiro atua como coordenador do cuidado, integrando diferentes dimensões do tratamento. Ele tem uma visão holística do paciente, entendendo suas necessidades físicas, emocionais e sociais, e articulando toda a equipe para garantir uma recuperação mais segura e humana.

Sobre o IBMR

O Centro Universitário IBMR é integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o IBMR é a segunda melhor instituição de ensino privada do estado do Rio de Janeiro, com campus localizados na Barra, Botafogo e Catete. São 52 anos de tradição em ensino superior, oferecendo mais de 60 opções de graduações nas modalidades presencial, semipresencial e EAD. O IBMR evidencia seu comprometimento com a educação, democratizando o acesso ao Ensino Superior por meio da disponibilização de uma ampla carteira de cursos digitais em diversos polos dentro e fora do Rio de Janeiro. A instituição também estimula a educação continuada, oferecendo cursos de pós-graduação lato sensu e extensão.

Sobre a Ânima Educação

Com o propósito de transformar o Brasil pela educação, a Ânima é o maior e o mais inovador ecossistema de ensino de qualidade para o país, com um portfólio de marcas valiosas e um dos principais players de educação continuada na área médica. A companhia é composta por cerca de 381 mil estudantes, distribuídos em 18 instituições de ensino superior e em cerca de 400 polos educacionais por todo o Brasil. Integradas também ao Ecossistema Ânima estão marcas especialistas em suas áreas de atuação, como HSM, HSM University, EBRADI (Escola Brasileira de Direito), Le Cordon Bleu (SP), SingularityU Brazil, Inspirali, Community Creators Academy, e Learning Village, primeiro hub de inovação e educação da América Latina, além do Instituto Ânima.

Em 2023, a Forbes, uma das revistas de negócios e economia mais respeitadas no mundo, elencou a Ânima entre as 10 maiores companhias inovadoras do país e, em 2022, o ecossistema de ensino, também foi destaque do Prêmio Valor Inovação - parceria do jornal Valor Econômico e a Strategy&, consultoria estratégica da PwC – figurando no ranking de empresas mais inovadoras do Brasil no setor de educação. Desde 2013, a companhia está na Bolsa de Valores, no segmento de Novo Mercado, considerado o de mais elevado grau de governança corporativa.


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