Especialista alerta que queda de temperatura, ar mais seco e maior permanência em ambientes fechados elevam o risco de agravamento de quadros como asma, rinite e outras doenças respiratórias
São Paulo, maio de 2026 - A aproximação do inverno acende um alerta importante para a saúde respiratória. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, estima-se que 363 milhões de pessoas vivem com asma no mundo, e a doença segue como a enfermidade crônica mais comum entre crianças. No Brasil, o Ministério da Saúde define a asma como uma das doenças respiratórias crônicas mais frequentes e destaca que os sintomas podem piorar à noite, nas primeiras horas da manhã e também diante de mudanças climáticas, exposição a alérgenos e poluição ambiental.
O cenário ganha ainda mais relevância neste momento do ano. Dados do InfoGripe, da Fiocruz, mostram aumento da circulação de influenza A no Brasil em 2026, enquanto pesquisadores da instituição reforçam que a queda das temperaturas durante o outono e o inverno favorece a proliferação de patógenos respiratórios. Esse contexto amplia a atenção para pessoas que já convivem com doenças respiratórias crônicas, como a asma, e também para crianças, idosos e pacientes mais vulneráveis.
Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, o ar muito frio e seco pode desencadear sintomas de asma ao irritar os brônquios. O Ministério da Saúde também ressalta que a doença se manifesta com sinais como falta de ar, chiado, aperto no peito e tosse, e que essas crises podem ser intensificadas por fatores ambientais comuns nesta época do ano.
Para a Dra. Márcia Varejão, médica especialista em pediatria, homeopatia e medicina integrativa pela Boiron, o principal erro é esperar os sintomas se agravarem para começar a cuidar da saúde respiratória. “Muitas famílias só mudam a rotina quando a tosse, o cansaço ou o chiado já se instalaram. Só que o melhor momento para agir é antes. O frio não é o único responsável pelo problema respiratório, mas eles aumentam a vulnerabilidade de um organismo que já pode estar sobrecarregado por sono ruim, estresse, exposição a alérgenos e ambientes pouco ventilados”, afirma.
Na avaliação da especialista, a prevenção não se resume ao controle de crises. Ela começa com uma rotina mais equilibrada e com atenção aos sinais do corpo. “Fortalecer o organismo antes do inverno passa por sono de qualidade, hidratação, alimentação variada, atividade física compatível com a idade, ambientes arejados e acompanhamento médico quando há histórico de infecções ou doenças respiratórias. Esse olhar mais amplo faz parte da medicina integrativa, que observa o paciente como um todo e não apenas o sintoma isolado”, diz.
A abordagem integrativa, segundo a Organização Mundial da Saúde, tem ganhado espaço por considerar a saúde de forma mais ampla, levando em conta corpo, mente e ambiente. Na prática clínica, esse cuidado complementar pode ajudar na organização da rotina e no acompanhamento individualizado de pacientes com maior sensibilidade respiratória, sempre sem substituir condutas médicas estabelecidas, como tratamento prescrito e vacinação.
No caso da asma, o controle adequado faz diferença direta na qualidade de vida. Documento recente da Conitec aponta que, apesar da tendência de queda nas hospitalizações ao longo dos anos, os números voltaram em 2023 ao padrão do período pré-pandêmico, o que mostra que a asma ainda representa uma carga importante para o sistema de saúde e para os pacientes.
Para a Dra. Márcia, o outono e a chegada do inverno também são uma oportunidade para reforçar hábitos preventivos dentro de casa, especialmente entre crianças. “É um período em que vemos mais infecções respiratórias, mais exacerbação de quadros alérgicos e mais impacto da rotina em ambientes fechados. Vale observar se a criança dorme bem, se está se alimentando de forma adequada, se o quarto tem ventilação, se há excesso de poeira, mofo ou cheiros irritantes, e se existe um histórico de piora recorrente nessa época do ano”, explica.
Ela acrescenta que algumas famílias buscam recursos complementares para apoiar o cuidado respiratório sazonal, inclusive dentro da homeopatia, sempre de forma individualizada e orientada. “A homeopatia pode ser considerada dentro de uma estratégia integrativa de cuidado, especialmente quando o objetivo é acompanhar pacientes com recorrência de sintomas e maior sensibilidade às mudanças de estação. O mais importante é que essa escolha seja feita com avaliação profissional, respeitando o quadro clínico de cada pessoa”, afirma.
Com a proximidade do inverno, a recomendação dos especialistas é clara. Mais do que reagir às crises, é preciso preparar o organismo antes que os sintomas se intensifiquem. Em um período marcado por maior circulação de vírus, ar seco e mudanças de temperatura, prevenção, acompanhamento e atenção à saúde respiratória se tornam ainda mais essenciais.
A Boiron é uma farmacêutica francesa com mais de 90 anos de história e atuação global, reconhecida como líder mundial em homeopatia. Presente no Brasil há 16 anos, a empresa oferece um portfólio com 9 marcas e 11 produtos, todos produzidos na França, seguindo rigorosos padrões de qualidade. A Boiron atua com foco em medicina integrativa, bem-estar e cuidado preventivo, com soluções voltadas para toda a família, incluindo bebês e crianças.
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