Especialista aponta que roupas funcionais deixam de ser tendência e se tornam resposta prática às mudanças climáticas e à rotina urbana
São Paulo, abril de 2026 – O avanço das temperaturas e a maior frequência de ondas de calor vêm transformando o papel do vestuário no dia a dia. Roupas com conforto térmico, respirabilidade e mobilidade passam a influenciar diretamente a disposição, a produtividade e a saúde ao longo da rotina, avalia Karen Prado, Head de Inovação e Sustentabilidade na INSIDER. Nesse contexto, a inovação em materiais ganha protagonismo. A INSIDER aposta no grafeno, material reconhecido com o Prêmio Nobel de Física em 2010, para ampliar o conforto térmico das peças. Aplicado ao tecido, o material favorece a dissipação do calor corporal e reduz pontos de acúmulo térmico.
Segundo o serviço climático europeu Copernicus, 2024 foi o primeiro ano a ultrapassar 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais, enquanto a Organização Meteorológica Mundial projeta alta probabilidade de novos recordes até 2026.
“O conforto térmico deixou de ser apenas uma questão de preferência e passou a ser uma necessidade fisiológica em cenários de calor extremo. Quando a roupa contribui para a regulação da temperatura corporal, ela impacta diretamente a disposição, a concentração e o desempenho ao longo do dia”, afirma Karen Prado.
Esse cenário já traz efeitos concretos para o cotidiano. A Organização Mundial da Saúde aponta que o estresse térmico pode reduzir em até 20% a capacidade de trabalho em atividades moderadas, além de aumentar a fadiga e comprometer funções cognitivas. Já a Organização Internacional do Trabalho estima que o calor excessivo pode provocar a perda de mais de 2% das horas trabalhadas no mundo até 2030, o equivalente a cerca de 80 milhões de empregos em tempo integral.
Na prática, tecidos com baixa respirabilidade tendem a reter calor e umidade, intensificando a sensação de abafamento ao longo do dia. Em contrapartida, peças desenvolvidas para favorecer a troca de calor com o ambiente e permitir maior liberdade de movimento contribuem para a manutenção da temperatura corporal e para o conforto em rotinas que combinam trabalho, deslocamento e atividades leves.
A mudança também já se reflete no comportamento de consumo. Levantamento da McKinsey & Company indica que mais de 60% dos consumidores priorizam roupas com atributos funcionais, como conforto e desempenho térmico, especialmente em contextos de uso prolongado e trabalho híbrido.
Testes laboratoriais indicam que tecidos com grafeno podem conduzir até 10% mais calor do que malhas similares sem a tecnologia e até 27,5% mais do que tecidos de poliéster convencional. Além disso, apresentam sensação de toque gelado até 42% superior comparado com outras malhas de poliamida e poliéster, contribuindo para maior percepção de frescor em ambientes quentes ou durante o uso prolongado.Em testes internos de conforto térmico, notou-se a tendência do grafeno reduzir em até 1 °C a temperatura corporal, durante o uso no dia-a-dia ou em exercícios leves, quando comparada a tecidos convencionais*.
Para a especialista, o avanço desse tipo de tecnologia reflete uma mudança estrutural na forma de consumir moda. “O vestuário passa a atuar como uma interface entre o corpo e o ambiente. Quando combinamos conforto térmico, respirabilidade e mobilidade, estamos falando de uma nova geração de produtos, que não apenas acompanham a rotina, mas ajudam o corpo a lidar melhor com as condições externas”, conclui Karen Prado.
*Avaliação baseada em testes de uso. Resultados dependem das condições ambientais, de uso e respostas individuais.
Assessoria INSIDER | Mention


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