Gisela Simona e Virginia Mendes garantem expulsão de vereador por ataques à Prefeita
A Bronca Popular
Em decisão histórica publicada nesta segunda-feira (13), o diretório estadual do União Brasil oficializou a expulsão do vereador de Aripuanã, Luciano Aparecido Demazzi.
A medida é o desfecho de um processo ético-disciplinar motivado por uma série de ataques agressivos desferidos pelo parlamentar contra a honra, a imagem e a vida íntima da prefeita Seluir Peixer Reghin (UB).
As ofensas, propagadas em grupos de WhatsApp e redes sociais, incluíram alusões à vida privada da prefeita e até menções desrespeitosas a uma doença oncológica que Seluir enfrentou publicamente com resiliência.
A conduta de Demazzi foi classificada por lideranças políticas como violência política de gênero e misoginia, gerando uma forte onda de repúdio no estado.
A representação pela expulsão foi encabeçada pela deputada federal e presidente do União Brasil em Cuiabá, Gisela Simona. Segundo a parlamentar, o partido não pode tolerar em seus quadros quem pratica violência contra a mulher.
"O partido não pode abrigar quem comete violência de gênero e violência política", defendeu Gisela.
A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, também se manifestou publicamente em solidariedade à prefeita.
Virginia reforçou o pedido de expulsão, afirmando que atitudes desqualificadoras e ataques à dignidade feminina são inaceitáveis na política moderna.
No despacho do Processo Ético-Disciplinar nº 001/2026, o União Brasil reconheceu a prática de conduta incompatível com os deveres partidários e os princípios da agremiação.
A decisão definitiva determinou:
Cancelamento imediato da filiação partidária de Luciano Demazzi;
Comunicação à Justiça Eleitoral para exclusão do sistema oficial (SGIP);
Adoção de medidas administrativas decorrentes da desfiliação compulsória.
O documento oficial destaca que o processo seguiu os ritos de ampla defesa e contraditório, concluindo que as ações do vereador afrontaram diretamente as normas estatutárias do partido.
A prefeita Seluir Reghin, que foi reeleita com votação recorde, tem recebido apoio de diversos setores da sociedade civil após a exposição de sua vida íntima e saúde por parte do agora ex-correligionário.


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