Crescimento dos transtornos emocionais no trabalho acelera adoção de plataformas digitais que ampliam o cuidado e impactam produtividade

A saúde mental se consolidou como um dos principais desafios das empresas. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que ansiedade e depressão geram perda global de cerca de US$ 1 trilhão por ano em produtividade. No Brasil, informações do INSS mostram crescimento expressivo nos afastamentos por transtornos mentais nos últimos anos, pressionando custos e desempenho das companhias. 

A telemedicina ganha espaço ao ampliar o acesso ao atendimento psicológico remoto, com modelos que oferecem acompanhamento contínuo e mais acessível.

Leandro Lago, especialista em proteção de riscos financeiros e saúde corporativa e proprietário do Grupo Futuro, afirma que a saúde mental passou a impactar diretamente o resultado das empresas. “O empresário já entendeu que não se trata apenas de um tema humano, mas financeiro. A saúde emocional do colaborador influencia produtividade, absenteísmo e até o custo dos planos de saúde”, diz.

O modelo digital altera a lógica do atendimento, que deixa de ser pontual e passa a integrar a rotina do paciente. Com maior frequência de contato, o acompanhamento tende a ser mais preventivo, reduzindo a evolução de quadros graves. “Quando o acesso é facilitado, o colaborador busca ajuda antes de chegar ao limite. Isso reduz afastamentos e melhora a performance no dia a dia”, afirma.

Empresas passaram a incorporar a telemedicina como parte da estratégia de gestão de pessoas. Relatório da Deloitte aponta que organizações que investem em saúde mental podem obter retorno médio de até US$ 4 para cada US$ 1 aplicado. Além de reduzir afastamentos, a iniciativa contribui para retenção de talentos e melhora do clima interno. “O impacto é direto no caixa. Funcionários emocionalmente assistidos produzem mais e permanecem mais tempo na empresa”, explica.

A adesão também acompanha uma mudança no comportamento dos profissionais, que passaram a valorizar mais o bem-estar no ambiente de trabalho. A possibilidade de realizar sessões sem deslocamento e com maior flexibilidade de horários amplia o engajamento e reduz o estigma associado à terapia. “O acesso contínuo muda a relação com o cuidado. Ele deixa de ser reativo e passa a ser parte da rotina”, diz.

Apesar do avanço, a implementação exige critérios técnicos e atenção à qualidade do serviço. A escolha da plataforma, a qualificação dos profissionais e a proteção de dados são fatores determinantes para o sucesso da estratégia. “Não basta oferecer acesso. É preciso garantir qualidade, segurança e consistência no atendimento”, alerta.

O especialista aponta cinco pontos para implementar saúde mental via telemedicina nas empresas

A adoção do modelo exige planejamento e alinhamento com a cultura organizacional. Para garantir eficiência e segurança, especialistas destacam práticas que conectam estratégia, operação e engajamento dos colaboradores.

 

  • Escolha da plataforma: priorizar soluções com profissionais certificados, registro ativo nos conselhos e protocolos clínicos definidos, garantindo qualidade no atendimento.
  •  Integração ao pacote de benefícios: incluir o serviço de forma estruturada, com comunicação clara para estimular adesão e reduzir resistência interna.
  •  Monitoramento de indicadores: acompanhar métricas como uso, frequência e satisfação, permitindo ajustes contínuos e avaliação de retorno.
  • Segurança e confidencialidade: adotar plataformas que assegurem proteção de dados e privacidade, fator decisivo para confiança do colaborador.
  • Cultura de prevenção: promover educação interna sobre saúde mental, incentivando o uso recorrente e não apenas em momentos críticos.

 

“Quando a empresa estrutura esse cuidado de forma estratégica, ela reduz risco operacional e melhora o desempenho coletivo”, afirma.

A expansão da telemedicina na saúde mental reflete uma mudança estrutural no acesso ao cuidado e na forma como empresas lidam com o bem-estar dos profissionais. Ao reduzir barreiras e ampliar a frequência do acompanhamento, o modelo se consolida como ferramenta estratégica para produtividade, retenção e sustentabilidade dos negócios.

 

Sobre Leandro Lago 

Leandro Lotto Lago é corretor especialista em proteção de riscos financeiros e seguros, além de proprietário do Grupo Futuro e sócio da ATrinca Contábil® sendo o nº 01 em Proteção de Riscos Empresariais, Proteção em Continuidades Empresariais e Proteção de Riscos Financeiros utilizando ferramentas como planos de saúde e seguros. Engenheiro civil formado pela FEI, possui mais de 25 anos de experiência na área comercial e atua há 13 anos no mercado securitário. Com formação continuada em Programação Neurolinguística (PNL) e inteligência emocional, acumula vivência prática no desenho de estratégias de proteção patrimonial e financeira para pessoas físicas e empresas, com foco em planejamento de longo prazo e tomada de decisão baseada em risco.

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Sobre o Grupo Futuro

O Grupo Futuro é uma corretora especializada em seguros e proteção de riscos financeiros, com atuação voltada ao atendimento consultivo e personalizado. A empresa oferece soluções em seguros de vida, planos de saúde empresariais, proteção patrimonial e continuidade de negócios, acompanhando a transformação do mercado e o aumento da demanda por planejamento financeiro estruturado. Em 2024, a corretora encerrou o ano como líder regional da Unimed São José dos Campos e da Hapvida, além de segunda colocada na Santa Casa Saúde da região. Em 2025, voltou a se destacar em campanhas nacionais promovidas por seguradoras como Porto e SulAmérica.

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Fontes de pesquisa

Organização Mundial da Saúde (OMS)
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/mental-health-at-work

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
https://www.gov.br/inss/pt-br

Deloitte
https://www2.deloitte.com/global/en/pages/about-deloitte/articles/mental-health-and-employers.htm