Especialistas alertam que triagem neonatal não dispensa acompanhamento e atenção aos sinais nos primeiros anos de vida

 

Indolor, rápido e fundamental para o desenvolvimento infantil, o teste da orelhinha, conhecido como Triagem Auditiva Neonatal, é um dos primeiros cuidados com a saúde do recém-nascido. Realizado ainda nos primeiros dias de vida, o exame permite identificar precocemente possíveis alterações auditivas.

 

A fonoaudióloga Shirlei Viana, da Afya Ji-Paraná, explica que o teste é simples e acessível. “O exame dura em média de cinco a dez minutos, é totalmente indolor e pode ser feito com o bebê dormindo. Ele é fundamental para identificar possíveis perdas auditivas de forma precoce, antes mesmo de qualquer atraso na fala”, destaca.

 

Amparado pela Lei Federal nº 12.303/2010, o teste é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ser realizado, preferencialmente, entre 24 e 48 horas após o nascimento, ainda na maternidade, podendo ser feito, no máximo, até os primeiros 30 dias de vida.

 

Apesar de essencial, o teste da orelhinha não descarta completamente a possibilidade de problemas auditivos ao longo do desenvolvimento da criança. Por isso, o acompanhamento contínuo é indispensável.

 

Segundo a pediatra e neonatologista Adriana Capila, docente da Afya Ji-Paraná, o exame avalia principalmente o funcionamento da cóclea, mas não investiga toda a via auditiva. “Quando o teste apresenta resultado satisfatório, ele indica que a cóclea está funcionando bem, mas não garante que todos os níveis da audição estejam normais, como o nervo auditivo. Por isso, é fundamental manter o acompanhamento pediátrico nos primeiros anos de vida”, explica.

 

Sinais de alerta nos primeiros meses

 

A observação dos pais é um fator determinante para identificar possíveis alterações auditivas. Alguns sinais podem indicar que o bebê ou a criança não está ouvindo adequadamente.

 

Entre os principais estão:

 

        Não reagir a sons ou não se assustar com barulhos altos

        Não virar a cabeça em direção a sons

        Não balbuciar até os seis meses

        Atraso no desenvolvimento da fala

        Não reconhecer vozes ou não responder ao ser chamado

 

“Se o bebê não reage a sons ou não apresenta comportamentos esperados para a idade, os pais não devem esperar. É fundamental procurar avaliação imediata, pois a intervenção precoce faz toda a diferença no desenvolvimento”, orienta a Dra. Adriana.

 

Desenvolvimento auditivo e da linguagem

 

Nos primeiros meses de vida, o bebê já apresenta respostas importantes aos estímulos sonoros. Piscadas, sustos com ruídos intensos e o reconhecimento da voz dos pais são alguns dos sinais esperados.

 

Com o crescimento, essas respostas evoluem. Por volta dos nove meses, a criança já começa a compreender comandos simples, e entre um e dois anos inicia a formação de palavras e pequenas frases. “A ausência ou atraso nesses marcos pode indicar a necessidade de investigação. A observação atenta da família é essencial nesse processo”, ressalta Shirlei Viana.

 

Outro ponto de atenção são as infecções de ouvido na infância. Quando recorrentes ou mal tratadas, podem causar prejuízos auditivos e impactar diretamente o desenvolvimento da linguagem. “Infecções repetitivas ou tratamentos inadequados podem levar a danos auditivos, inclusive irreversíveis. Isso pode comprometer a compreensão dos sons da fala e atrasar o desenvolvimento da linguagem”, alerta dra. Adriana.

 

A identificação precoce de alterações auditivas aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento e na reabilitação. Em alguns casos, podem ser indicados aparelhos auditivos ou até implante coclear. “Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhores são as respostas aos estímulos de reabilitação. A plasticidade neural da criança favorece o desenvolvimento da linguagem e da aprendizagem quando há intervenção precoce”, destaca a pediatra.

 

Especialistas reforçam que o maior erro é acreditar que o teste da orelhinha, isoladamente, é suficiente para garantir a saúde auditiva da criança. “Mesmo após um resultado normal, é essencial acompanhar o desenvolvimento da audição e da linguagem. Qualquer sinal de atraso deve ser investigado o quanto antes”, conclui a fonoaudióloga.

 

Afya Amazônica

A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado de Rondônia conta com duas instituições de graduação (Afya Centro Universitário São Lucas e Afya Ji-Paraná). Tem ainda dez escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Acre (1), Pará (4)  e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com outras 3 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM) e Palmas (TO).

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo "Valor Inovação" (2023) como a mais inovadora do Brasil, e "Valor 1000" (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio "Executivo de Valor" (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br  e ir.afya.com.br.  

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Assessoria de Imprensa | Afya