O Santa Marcelina celebra, em 15 de abril de 2026, os 30 anos da estruturação da Atenção Primária à Saúde (APS), consolidando-se como uma das principais instituições parceiras do poder público na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), na cidade de São Paulo. Ao completar três décadas de APS estruturada para a população da Zona Leste, a instituição reafirma sua vocação sustentada pelo Carisma Marcelino - de promover cuidado integral, fortalecer a cidadania e ampliar o acesso aos serviços de saúde de qualidade.

Com atuação iniciada na década de 1960 pelas Irmãs Marcelinas, a Organização Social ampliou, ao longo das décadas, seu modelo assistencial para além do hospital, integrando a promoção da saúde e a prevenção como eixos estruturantes do cuidado. A formalização do convênio com a Secretaria Estadual de Saúde, em 1995, e a implantação do Projeto QUALIS/PSF, em 1996 (adaptação do programa federal de agentes comunitários de saúde, que monitora a saúde de populações carentes em suas residências), marcaram o início da consolidação da Estratégia Saúde da Família (ESF) como base do modelo assistencial.

Ao longo de três décadas, a APS Santa Marcelina expandiu sua atuação territorial e assistencial, para estruturar equipes multiprofissionais, incorporando saúde mental, reabilitação e odontologia, além de atuar em serviços de urgência e emergência. Em 2007, a qualificação como Organização Social representou um marco de governança, fortalecendo a gestão por indicadores e a eficiência operacional.

Hoje, a APS administra 116 equipamentos e oferta 161 serviços de saúde entre Atenção Básica, Especializada e Urgência e Emergência, em cinco regiões da Zona Leste: Cidade Tiradentes, Guaianases, Itaquera, São Miguel Paulista e Itaim Paulista. São 12.878 colaboradores atuando na rede.

A expansão da Estratégia Saúde da Família ilustra esse crescimento: de nove unidades e 27 equipes em 1996, a instituição passou para 54 unidades e 299 equipes em 2026, ampliando cobertura e impacto assistencial, especialmente junto a populações em situação de vulnerabilidade.

Inovação na gestão pública da saúde: nos últimos anos, a APS consolidou-se também como referência em inovação na gestão pública da saúde. Entre os avanços estão a implantação do teleatendimento, soluções de autoatendimento, integração do prontuário eletrônico entre Atenção Primária e rede hospitalar (2023) e o lançamento da plataforma de inteligência artificial LUNA (2024), voltada ao apoio à decisão clínica e qualificação assistencial.

Para a diretora-presidente do Santa Marcelina Saúde, Irmã Rosane Ghedin, a trajetória da instituição reafirma o papel estruturante da Atenção Primária no SUS. “A Atenção Primária é o coração do sistema de saúde. Quando fortalecemos a porta de entrada, organizamos todo o cuidado. Ao longo desses 30 anos, consolidamos um modelo que integra responsabilidade social, excelência técnica e gestão orientada por resultados. Nosso compromisso é com a comunidade e a sustentabilidade do SUS”, esclarece.

Irmã Rosane Ghedin destaca que as parcerias público-privadas baseadas em contratos de gestão exigem rigor técnico e transparência. “Gestão pública em saúde requer planejamento, indicadores claros e compromisso ético. Atuamos com foco na resolutividade, coordenação do cuidado e na integração entre os diferentes níveis de atenção. A tecnologia tem sido uma aliada importante, mas ela só faz sentido quando está a serviço da qualidade assistencial e da dignidade humana”, pontua.

Seis UBSs também celebram três décadas de cuidado e vínculo com a comunidade
No mesmo marco histórico, seis Unidades Básicas de Saúde: Jardim Fanganiello, Jardim Silva Telles, Dom Angélico, Jardim Copa, Santa Rita e Barro Branco também celebram 30 anos de atuação, consolidando-se como referências nos territórios onde estão inseridas.

Ao longo dessas três décadas, os serviços fortaleceram o acesso à saúde, o acolhimento humanizado, a promoção e prevenção, além da construção de vínculos sólidos com a comunidade, o que reflete, na prática, os princípios do SUS e o compromisso contínuo com o cuidado integral, especialmente junto a populações em situação de maior vulnerabilidade.


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