Estudo sobre medicação na adolescência chama a atenção para monitoramento cardiovascular mais rigoroso em jovens

Médico cardiologista Rodrigo Carvalho: aprovado para receber o título de mestre em Ciências da Saúde | Foto: Cedida
O estudo gera alerta sobre efeitos cardiovasculares de longo prazo do uso do dimesilato de lisdexanfetamina (LDX) – medicamento amplamente prescrito para TDAH – quando utilizado na infância e adolescência.
Dentre os principais resultados da pesquisa científica está o fato de que a administração ao LDX na puberdade levou, na fase adulta, a alterações estruturais no coração, especialmente no ventrículo esquerdo.
Também houve aumento dos colágenos tipos I e III no tecido cardíaco (indicando remodelamento); redução desses mesmos colágenos nas arteríolas; e maior irregularidade (fractalidade) dos núcleos das células cardíacas.
Teve ainda aumento da enzima antioxidante superóxido dismutase. Mas, por outro lado, não houve alteração no tamanho das células cardíacas e nem em outros marcadores de estresse oxidativo.
Dados que preocupam
O estudo levanta um alerta importante: medicamentos usados no tratamento do TDAH durante a adolescência podem ter efeitos cardíacos que aparecem na vida adulta. Embora o LDX seja considerado seguro e eficaz, dados obtidos revelam preocupação.
Os achados sugerem a necessidade de monitoramento cardiovascular mais rigoroso em jovens em uso prolongado; avaliação dos riscos em fases críticas do desenvolvimento; e maior conscientização de médicos, pacientes e famílias sobre possíveis efeitos.
O estudo foi desenvolvido pelo médico cardiologista Rodrigo Guimarães Vieira de Carvalho junto ao Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde, da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), em Presidente Prudente (SP).
Com orientação da Dra. Francis Lopes Pacagnelli, o alcance social da pesquisa está em contribuir para debater sobre segurança medicamentosa em crianças e adolescentes, em especial diante do aumento global no diagnóstico de TDAH e uso de psicoestimulantes.
A produção cientifica recebeu importantes contribuições, sendo uma delas a da pesquisadora colaboradora que desenvolveu o experimento em ratos cedeu o coração para análise, Dra. Glaura Scantamburlo Alves Fernandes - Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Time e avaliação
Também contribuíram alunos do curso de Fisioterapia da Unoeste, que fizeram parte das análises: Carina Aparecida Teixeira Santos, Carolina Silva Verhalem, Bárbara Campagnolli Sebastião, João Lucas Siqueira Marcílior e Lucas Martins Peruque.
A dissertação recebeu o título “Analise dos efeitos tardios da administração de dimesilato e lisdexanfetamina durante a fase peripuberal na morfologia e nos biomarcadores de estresse oxidativo cardíaco: estudo pré-clínico”.
Em avaliação da banca examinadora, composta pela Dra. Graziela Scalianti Ceravolo (UEL) e Dra. Valeria Cataneli Pereira (Unoeste), o autor do estudo foi aprovado para receber o título de mestre em Ciências da Saúde.
O estudo foi desenvolvido junto ao Mestrado Interinstitucional (Minter); programa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) que atende turmas fora da sede, no caso a SVT Faculdade, de São Luís, no Maranhão.
O médico Rodrigo Carvalho, que é de Santa Inês, município da Baixada Maranhense, conta que encontrou no Minter/Unoeste a proposta do programa como oportunidade viável e de qualidade para a continuidade da sua formação acadêmica
Formato e qualidade
“Um dos principais aspectos que influenciaram essa escolha foi o formato do curso, que combina atividades presenciais realizadas no Maranhão com módulos teóricos ofertados de forma on-line”, pontua.
“Essa estrutura híbrida possibilitou a conciliação entre as demandas profissionais e pessoais, ao mesmo tempo em que garantiu o acesso a uma formação sólida e bem estruturada”, comenta.
“Além disso, a Unoeste se destaca como instituição consolidada, com boa avaliação junto à Capes, o que reforçou a credibilidade e a qualidade do programa ofertado. Esse reconhecimento institucional foi fator determinante na minha decisão”, diz
“Outro ponto relevante foi a recomendação de colegas que já conheciam ou haviam tido experiências positivas com a instituição. O relato desses contatos contribuiu para aumentar minha confiança na escolha”, afirma.
“Dessa forma, a combinação entre qualidade acadêmica, flexibilidade do modelo de ensino e referências positivas foi essencial para a decisão de realizar o mestrado na Unoeste, mesmo residindo em outro estado”, explica.
Fotos
Médico cardiologista Rodrigo Carvalho: aprovado para receber o título de mestre em Ciências da SaúdeCedida
Dra. Francis Lopes Pacagnelli: orientadora da pesquisa que oferece importante contribuição socialJoão Paulo Barbosa

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