A decisão do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) de restringir gastos públicos com shows e festas é um choque de lucidez administrativa.
Ao afirmar que "não gosta de assinar" recursos para entretenimento enquanto faltam creches e saúde, o governador expõe uma ferida ética na política: a inversão de prioridades.
A estratégia de transferir essa responsabilidade para o Condes (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) é um movimento inteligente. Além de blindar o Executivo contra pressões políticas de parlamentares, submete a liberação de cachês a um colegiado técnico, aumentando a transparência.
A meta para 2027 — com 50% das emendas obrigatoriamente para a Saúde e apenas 10% para eventos — é o caminho para uma gestão séria.
O Estado não deve ser promotor de eventos enquanto houver filas em hospitais.
Mato Grosso dá um passo importante para deixar de ser o estado do espetáculo e se tornar o estado do investimento real. Você acredita que essa economia com shows terá impacto imediato na redução das filas da saúde?


0 Comentários