Mudanças climáticas típicas da estação aumentam casos de infecções respiratórias; orientação médica reforça hábitos simples de proteção

Estamos em pleno outono, época em que as mudanças climáticas passam a impactar diretamente a saúde da população. A queda das temperaturas, o ar mais seco e a maior permanência em ambientes fechados contribuem para o aumento significativo dos casos de doenças respiratórias, exigindo atenção redobrada, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

De acordo com o médico pneumologista e professor de Medicina da Unoeste, Dr. Paulo José Mascarenhas Mazaro, esse cenário é típico da estação e resultado de fatores que favorecem a circulação de vírus e bactérias.

A queda de temperatura reduz a defesa natural das vias respiratórias, enquanto o ar seco resseca nariz e garganta, facilitando a entrada de agentes infecciosos. Além disso, ambientes fechados e pouco ventilados aumentam a transmissão”, explica.

Doenças respiratórias mais frequentes

Durante o outono, é comum o aumento de casos de gripe, resfriado, rinite alérgica, sinusite, bronquite e pneumonia. Segundo o especialista, a maior circulação de vírus respiratórios, especialmente os da gripe, é um dos principais fatores para esse crescimento.

Apesar de muitas dessas doenças apresentarem quadros leves, é fundamental manter atenção à evolução dos sintomas.

Alguns sintomas podem indicar agravamento do quadro e exigem avaliação médica. Entre eles estão febre alta ou persistente, falta de ar, tosse intensa ou com secreção escura, dor no peito, chiado e cansaço excessivo.

“Se os sintomas não melhorarem em poucos dias ou apresentarem piora, é essencial buscar atendimento. Em alguns casos, pode se tratar de infecções mais graves, como pneumonia”, alerta o médico.

Prevenção reduz riscos no dia a dia

A boa notícia é que medidas simples podem reduzir significativamente o risco de desenvolver doenças respiratórias no outono. Entre as principais recomendações estão:

- Lavar as mãos com frequência

- Evitar tocar olhos, nariz e boca

- Manter ambientes ventilados;

- Beber bastante água para manter o organismo hidratado;

- Evitar locais fechados e com aglomeração;

- Manter uma alimentação equilibrada;

- Manter a vacinação em dia, especialmente contra a gripe.

Grupos de risco exigem mais cuidados

Crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e indivíduos com baixa imunidade estão entre os mais vulneráveis e devem redobrar os cuidados.

Para esses grupos, além das medidas preventivas, é essencial manter a vacinação anual, evitar exposição ao frio intenso e buscar formas de manter a umidade do ambiente.

“O acompanhamento médico regular é indispensável, principalmente para quem já possui alguma doença respiratória”, reforça Mazaro.


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