Especialista explica como mudanças naturais do corpo aumentam a necessidade de nutrientes importantes para músculos e ossos, e como alguns alimentos do dia a dia, como o leite, podem ajudar
A partir dos 40 anos, o corpo passa por transformações naturais que impactam o metabolismo, a composição corporal e a saúde óssea. Entre elas estão a perda gradual de massa muscular e a redução da densidade mineral dos ossos, processos que, ao longo do tempo, podem aumentar o risco de fraqueza muscular, quedas e osteoporose.
Essa fase da vida também costuma ser marcada por uma rotina intensa, com múltiplas responsabilidades profissionais e pessoais, o que muitas vezes torna a praticidade um fator decisivo nas escolhas alimentares do dia a dia.
Nesse cenário, a alimentação assume um papel ainda mais estratégico. Mais do que focar em um único nutriente, especialistas destacam a importância de manter uma dieta equilibrada, capaz de fornecer, de forma adequada, componentes como proteínas e cálcio, importantes para a manutenção da funcionalidade do organismo ao longo do processo de envelhecimento.
De acordo com a nutricionista Lara Natacci, vice-presidente da Associação Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), o momento pede um olhar mais atento para a qualidade das escolhas alimentares no dia a dia.
“Com o avanço da idade, o organismo passa a utilizar os nutrientes de maneira diferente, o que exige mais atenção à qualidade da alimentação como um todo. Proteínas e cálcio ganham um papel ainda mais importante, mas dentro de um contexto de equilíbrio, ou seja, garantindo variedade, qualidade nutricional e evitando tanto excessos quanto deficiências”, explica.
Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2017–2018, IBGE) mostram que mais da metade da população brasileira apresenta ingestão inadequada de cálcio. No caso das proteínas, o desafio está, principalmente, na qualidade das fontes e na distribuição ao longo do dia, especialmente em fases da vida que exigem maior atenção nutricional. A nova pirâmide alimentar norte-americana, publicada em 2026, enfatiza a importância da presença de fontes proteicas ao longo do dia, reforçando a necessidade de distribuição adequada desse nutriente na dieta.
Entre os alimentos que podem contribuir para esse equilíbrio está o leite, reconhecido por sua combinação de proteínas de alta qualidade, vitaminas e minerais. “O leite reúne proteínas de alto valor biológico, como a caseína e o whey protein, além de ser a principal fonte de cálcio na alimentação, o que o torna um alimento bastante interessante do ponto de vista nutricional”, afirma Natacci.
A praticidade também ajuda a explicar a presença do leite longa vida (UHT) na rotina de muitas famílias brasileiras. O produto passa por um tratamento térmico rápido que elimina micro-organismos prejudiciais e indesejados e é envasado de forma asséptica em embalagens cartonadas com seis camadas de proteção. Esse processo garante segurança e conservação do alimento sem necessidade de conservantes (que são proibidos por lei no Brasil para o leite) e de refrigeração antes da abertura da embalagem.
Além de seguro, o leite UHT mantém seu valor nutricional, preservando nutrientes importantes e facilitando sua inclusão no dia a dia.
Para a nutricionista, essa combinação entre valor nutricional e praticidade faz diferença na rotina alimentar.
“Especialmente para quem tem uma rotina mais corrida, como é comum aos 40 anos, contar com alimentos práticos e nutritivos faz toda a diferença. O leite é um alimento versátil, que pode ser consumido em diferentes momentos do dia e em diversas preparações, o que facilita a ingestão regular de nutrientes importantes dentro de uma alimentação equilibrada. Esse tipo de solução prática ajuda as pessoas a manterem bons hábitos ao longo do tempo”, conclui Lara.
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