Especialista destaca a importância do acompanhamento oftalmológico regular e de cuidados simples no dia a dia para preservar a saúde ocular
O mês de abril é marcado pela campanha Abril Marrom, dedicada à conscientização sobre a prevenção da cegueira e à valorização dos cuidados com a saúde ocular. Embora muitas doenças que comprometem a visão possam ser evitadas ou controladas, o diagnóstico tardio ainda representa um dos principais desafios — especialmente quando se trata de condições silenciosas.
De acordo com a oftalmologista e docente da Afya Ji-Paraná, Letícia Bittencourt, o acompanhamento oftalmológico deve fazer parte da rotina desde os primeiros dias de vida. “O cuidado com a visão começa no nascimento, com o teste do olhinho, e deve seguir ao longo de toda a vida. Crianças, adultos e idosos precisam de avaliação periódica, principalmente quem tem doenças como diabetes, hipertensão ou histórico familiar de problemas oculares”, explica.
Doenças silenciosas exigem atenção
Entre as principais ameaças à visão está o glaucoma, uma das maiores causas de cegueira irreversível no mundo. O grande risco reside justamente na ausência de sintomas nas fases iniciais. “O glaucoma é perigoso porque evolui de forma silenciosa. Muitas vezes, quando o paciente percebe, a perda visual já é significativa e irreversível”, alerta a especialista.
Além do glaucoma, outras condições também podem evoluir de maneira discreta, comprometendo gradualmente a visão periférica ou provocando alterações que passam despercebidas no cotidiano.
A recomendação geral é que crianças a partir de um ano e adultos realizem consultas oftalmológicas ao menos uma vez por ano, com intervalos menores quando necessário. “O acompanhamento regular permite identificar alterações precocemente e iniciar o tratamento antes que haja prejuízos maiores”, destaca Letícia.
Hábitos simples que protegem a visão
Para além das consultas periódicas, hábitos diários desempenham papel fundamental na preservação da saúde ocular. Entre eles estão o uso de óculos de sol com proteção ultravioleta, a manutenção de uma alimentação equilibrada, a hidratação adequada e a qualidade do sono.
Evitar coçar os olhos também é uma orientação essencial. Embora frequentemente considerado inofensivo, esse hábito pode causar lesões na córnea, favorecer infecções e até agravar doenças como o ceratocone.
Com o aumento do tempo de exposição a celulares, computadores e tablets, observa-se também o crescimento da chamada síndrome da fadiga ocular digital. Os sintomas mais comuns incluem cansaço visual, ressecamento ocular e dores de cabeça. “O uso prolongado de telas exige atenção. Em crianças, inclusive, pode causar alterações como visão dupla em casos mais extremos”, explica a oftalmologista.
Para minimizar esses impactos, recomenda-se a adoção da regra 20-20-20: a cada 20 minutos, olhar por 20 segundos para um ponto distante. Ajustar o brilho das telas, manter uma distância adequada e piscar com frequência também contribuem para o alívio do desconforto.
A saúde ocular está diretamente relacionada aos hábitos de vida. Dormir mal e manter uma alimentação inadequada podem afetar desde o conforto visual até estruturas mais complexas, como a retina. “Nutrientes como vitaminas A e C e o ômega 3 são importantes aliados da saúde dos olhos. Já o sono de qualidade ajuda na recuperação e no equilíbrio do sistema ocular”, pontua.
A mensagem central do Abril Marrom é clara: cuidar da visão é um compromisso contínuo. A prevenção, por meio do acompanhamento médico regular e da adoção de hábitos saudáveis, continua sendo a estratégia mais eficaz para evitar a perda visual. “Nem sempre a visão dá sinais de que algo está errado. Por isso, não se deve esperar sintomas para procurar um oftalmologista. A prevenção é sempre o melhor caminho”, reforça a especialista.
Afya Amazônica
A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado de Rondônia conta com duas instituições de graduação (Afya Centro Universitário São Lucas e Afya Ji-Paraná). Tem ainda dez escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Acre (1), Pará (4) e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com outras 3 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM) e Palmas (TO).
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades com pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.766 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos.
Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.
Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023).
Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar.
Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.
Assessoria de Imprensa | Afya


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