Deputado ressalta que decidiu participar da CPI para evitar que se use o tema para fins eleitoreiros

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Deputado estadual Beto Dois a Um

Odeputado estadual, Beto Dois a Um (Podemos), que ocupa as posições de vice-líder do Governo na Assembleia e relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, acredita que não há necessidade de investigar possíveis fraudes em contratos licitatórios da Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre 2019 e 2023. O parlamentar sustenta que no atual formato, enxerga cunho eleitoreiro explícito, tudo, para prejudicar a gestão do governador Mauro Mendes (União Brasil).

Beto ressalta que decidiu compor a comissão com a intenção de evitar que o tema seja usado para "lacrações" e reiterou que não deve espetacularizar a CPI. "Eu acho, sinceramente, não há necessidade dessa CPI, acho que ela tem um formato extremamente eleitoral, eu sou um cara que não gosta dessas lacrações eleitorais, de ações eleitoreiras que prejudicam a gestão, então fiz questão de me colocar à disposição, pedi para ir para a CPI, pedi para ser relator, tive os votos dos colegas para isso, para que a gente possa ter bom senso no trato dessa CPI", disparou.

A CPI, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), foi alvo de críticas por parte dos parlamentares, devido ao método adotado para coleta de assinaturas, que durou quase 3 anos. Muitos reclamaram que assinaram em  2023 e não teriam sido consultados novamente em 2026, quando de fato, Wilson conseguiu as 8 assinaturas necessárias em um Parlamento composto por 24 deptuados.

A visão de Beto, quanto ao temor de uso eleitoreiro, também é compartilhado pelo governador, que é amplamente cotado para uma cadeira ao Senado Federal nas eleições de ano. Além de Beto na relatoria, ainda há os deputados, líder do Governo na Assembleia, Dilmar Dal Bosco e Chico Guarnieri (PRD), membros da base e os de oposição, em minoria: Wilson, como presidente, e Janaina Riva (MDB).

Operação Espelho

Entre as suspeitas apuradas estão fraudes em contratos para fornecimento de médicos plantonistas, com número de profissionais inferior ao previsto contratualmente, além da formação de cartel por empresários que teriam monopolizado serviços com apoio de servidores da SES, especialmente na gestão de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

A Operação Espelho apontou a existência de um cartel na saúde. No entanto, os trabalhos investigativos foram posteriormente suspensos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

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