A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) anuncia sua agenda científica de 2026 com três grandes encontros nacionais. O ONCOGI - V Congresso Brasileiro de Câncer Digestivo será realizado em Recife; o Congresso Brasileiro de Câncer na Mulher acontece em Belo Horizonte; e o IV Congresso Brasileiro de Câncer de Pele será sediado em Goiânia. Os eventos reúnem especialistas de todo o país para discutir avanços científicos, inovação tecnológica e estratégias para enfrentar o aumento da incidência do câncer no Brasil
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica anuncia a sua agenda científica de 2026. Ao longo do ano, três grandes congressos nacionais vão reunir nas cidades de Recife, Belo Horizonte e Goiânia, especialistas para discutir avanços científicos, incorporar novas tecnologias e promover o intercâmbio de experiências clínicas e de pesquisa. O ONCOGI – V Congresso Brasileiro de Câncer Digestivo, o Congresso Brasileiro de Câncer na Mulher e o IV Congresso Brasileiro de Câncer de Pele formam um conjunto de encontros que dialogam diretamente com o cenário epidemiológico brasileiro e com os desafios impostos pelo aumento da incidência do câncer no país.
Logo na abertura do calendário científico, o destaque é o ONCOGI 2026 – V Congresso Brasileiro de Câncer Digestivo, que será realizado de 30 de abril a 2 de maio, no Centro de Eventos do Shopping RioMar, em Recife. O encontro na capital pernambucana reunirá especialistas para discutir avanços, controvérsias e inovações no diagnóstico e no tratamento dos tumores do trato gastrointestinal, consolidando-se, em sua quinta edição, como um dos principais fóruns nacionais dedicados à oncologia digestiva. A expectativa é de mais de 500 participantes, entre cirurgiões oncológicos, clínicos, radiologistas, patologistas e profissionais envolvidos no cuidado multidisciplinar do paciente com câncer.
A relevância do ONCOGI ganha ainda mais peso quando observada à luz do cenário epidemiológico atual. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer, o Brasil deverá registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano. Dentro desse conjunto, os tumores do aparelho digestivo ocupam posição de destaque, com o câncer colorretal estimado em aproximadamente 53,8 mil novos casos anuais, seguido pelo câncer de estômago, com cerca de 22,5 mil registros por ano. O câncer de pâncreas deve alcançar 13,2 mil novos casos anuais, enquanto o câncer de esôfago soma cerca de 11,4 mil diagnósticos por ano, números que reforçam o impacto desses tumores sobre o sistema de saúde e a necessidade de estratégias cada vez mais qualificadas de cuidado.
De acordo com o presidente da SBCO, o cirurgião oncológico Paulo Henrique Fernandes, esses dados ajudam a dimensionar a importância de um congresso inteiramente dedicado à oncologia digestiva. “Os dados do INCA mostram como os tumores do aparelho digestivo têm preocupado cada vez mais a saúde pública. O câncer colorretal, por exemplo, é um dos que mais chamam atenção atualmente, principalmente pela incidência crescente em pessoas abaixo de 50 anos. O congresso foi estruturado justamente para promover um debate qualificado, alinhado às melhores evidências científicas e focado na melhoria dos desfechos dos pacientes”, afirma. Ao longo da programação, o ONCOGI aborda desde estratégias de tratamento multimodal e cirurgia minimamente invasiva até o uso de tecnologias como inteligência artificial, cirurgia robótica, imunoterapia e terapias intraperitoneais, refletindo a rápida evolução da especialidade no Brasil e no mundo.
Câncer digestivo em foco e inovação como eixo central
A proposta do ONCOGI 2026 é ir além da atualização técnica isolada e promover uma visão integrada da jornada do paciente com câncer digestivo. A programação contempla discussões aprofundadas sobre tumores esofágicos, gástricos, hepáticos, pancreáticos e colorretais, além de tumores neuroendócrinos, sarcomas e GIST, sempre com ênfase na tomada de decisão individualizada e baseada em evidências. Temas como tratamento perioperatório, manejo de doença oligometastática, ressecções ampliadas, abordagem multidisciplinar das metástases hepáticas e avanços em cirurgia minimamente invasiva são discutidos à luz de estudos recentes e da experiência acumulada de centros de referência.
Outro eixo central do congresso é a incorporação de inovação tecnológica à prática clínica, com debates sobre o papel da inteligência artificial no diagnóstico e no planejamento cirúrgico, o uso de corante verde de indocianina para avaliação de perfusão e segurança operatória em cirurgias minimamente invasivas, além da integração entre terapias sistêmicas e abordagens loco-regionais, como HIPEC e PIPAC.
Ao reunir diferentes especialidades em um mesmo espaço, o ONCOGI se consolida como um ambiente de construção coletiva de conhecimento e de alinhamento de condutas que impactam diretamente a qualidade do cuidado oferecido aos pacientes. Inscrições e mais informações em https://www.oncogi2026.com.br/
Câncer de mama e tumores ginecológicos
Após o ONCOGI, a agenda da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica segue com o Congresso Brasileiro de Câncer na Mulher, que incorpora o V Congresso de Oncoginecologia e o III Congresso de Neoplasias das Mamas, programado para os dias 6 a 8 de agosto, em Belo Horizonte. O evento reunirá especialistas de diversas áreas para discutir os avanços mais recentes no cuidado dos tumores que acometem as mulheres, com uma abordagem que vai da prevenção e do rastreamento ao tratamento cirúrgico, sistêmico e à reabilitação pós-terapia. Em um cenário em que o câncer de mama permanece como o mais incidente entre as brasileiras, com cerca de 74 mil novos casos por ano, a atualização científica e a discussão sobre estratégias de diagnóstico precoce e personalização do tratamento tornam-se centrais para a prática clínica contemporânea.
Paulo Henrique Fernandes destaca que os dados epidemiológicos reforçam a urgência desse debate. “O que chama atenção é que muitos desses tumores, especialmente o câncer do colo do útero, poderiam ser evitados ou diagnosticados em fases iniciais com estratégias adequadas de prevenção e rastreamento. Isso reforça a importância de ampliar o acesso à informação, ao diagnóstico precoce e ao tratamento especializado, além de manter os profissionais atualizados sobre as melhores abordagens”, afirma.
Entre os destaques da programação está a incorporação iniciada em 2025 do exame HPV-DNA como método primário de rastreamento do câncer do colo do útero no Sistema Único de Saúde. É uma tecnologia capaz de identificar até 14 genótipos do papilomavírus humano antes mesmo do surgimento de alterações celulares. Diferentemente do Papanicolau, que detecta lesões já estabelecidas, o teste molecular rastreia diretamente o material genético do vírus, inclusive em mulheres assintomáticas, ampliando a identificação precoce daquelas em maior risco.
De acordo com a cirurgiã oncológica Viviane Rezende de Oliveira, vice-presidente da SBCO, o impacto dessa mudança vai além da maior sensibilidade diagnóstica. “Ao reduzir significativamente a proporção de resultados inconclusivos, o teste HPV-DNA permite um rastreamento mais organizado e eficiente, com intervalos maiores entre os exames, que passam a ser de cinco anos para os casos negativos e que seja utilizado de forma mais direcionada, principalmente nos casos em que o teste molecular já apontou a presença do vírus”, explica.
A programação do congresso contempla ainda temas como oncogenética, imunoterapia, terapias-alvo, cirurgia minimamente invasiva e o cuidado global da paciente sobrevivente, refletindo uma visão integrada da oncologia feminina ao longo da vida. Inscrições e mais informações em https://www.cancernamulher2026.com.br/.
Câncer de pele encerra agenda de 2026
Encerrando o calendário científico de 2026, a SBCO promove o IV Congresso Brasileiro de Câncer de Pele e o II Congresso Internacional de Câncer de Pele, de 22 a 24 de outubro, em Goiânia, Goiás. O encontro amplia o debate sobre o tumor mais incidente no Brasil e seus diferentes desafios clínicos e cirúrgicos, em um contexto de alta carga epidemiológica. Para o triênio 2026–2028, o Instituto Nacional de Câncer estima cerca de 220 mil novos casos de câncer de pele não melanoma por ano, além de aproximadamente 9 mil casos anuais de melanoma, a forma mais agressiva da doença, números que reforçam a necessidade de atualização permanente e de alinhamento entre prevenção, diagnóstico e tratamento.
Diante desse cenário, o congresso se propõe a discutir protocolos, avanços terapêuticos e experiências multicêntricas, fortalecendo redes de pesquisa e assistência que impactem diretamente o diagnóstico, o tratamento, a prevenção e a qualidade de vida dos pacientes. Ao longo dos três grandes eventos previstos para 2026, a SBCO reafirma seu compromisso com a educação continuada, a difusão do conhecimento científico e a incorporação responsável da inovação na prática oncológica. “A agenda científica da SBCO reflete o compromisso contínuo da entidade com a qualificação dos profissionais e com a melhoria do cuidado oncológico no Brasil. Ao promover esses encontros, buscamos fortalecer a disseminação do conhecimento, incentivar a incorporação de inovação com base em evidências e contribuir diretamente para que os pacientes tenham acesso a um tratamento cada vez mais seguro, eficaz e alinhado aos avanços da medicina”, conclui o presidente da entidade. Inscrições e mais informações em https://cancerdepele2026.com.br.
Sobre a SBCO - Fundada em 31 de maio de 1988, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) é uma entidade sem fins lucrativos, com personalidade jurídica própria, que agrega cirurgiões oncológicos e outros profissionais envolvidos no cuidado multidisciplinar ao paciente com câncer. Sua missão é também promover educação médica continuada, com intercâmbio de conhecimentos, que promovam a prevenção, detecção precoce e o melhor tratamento possível aos pacientes, fortalecendo e representando a cirurgia oncológica brasileira. É presidida pelo cirurgião oncológico Paulo Henrique Fernandes (2026-2028).
SENSU Consultoria de Comunicação


0 Comentários