Especialistas alertam que dispositivo permite vida ativa e segura para pacientes com arritmias e outras doenças do ritmo cardíaco
São Paulo, março de 2026 - Presente há décadas na cardiologia, o marca-passo é um dos dispositivos médicos mais importantes no tratamento de distúrbios do ritmo cardíaco. Apesar de salvar vidas e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes, o implante ainda é cercado de dúvidas e mitos que podem gerar medo ou desinformação.
De acordo com o doutor Marcelo Sobral, presidente da Associação Brasileira de Estimulação Cardíaca (ABEC), o marca-passo é indicado principalmente para pessoas que apresentam batimentos cardíacos muito lentos ou irregulares, condição conhecida como bradicardia, além de alguns tipos de bloqueios elétricos do coração. Nesses casos, o dispositivo atua regulando o ritmo cardíaco por meio de estímulos elétricos, garantindo que o coração mantenha uma frequência adequada para o funcionamento do organismo.
“Quando o sistema elétrico do coração não funciona corretamente, o marca-passo assume esse papel de estimular os batimentos. Isso evita sintomas como tontura, desmaios, cansaço excessivo e, em situações mais graves, pode prevenir complicações potencialmente fatais”, explica o especialista.
Mesmo sendo um procedimento seguro e amplamente realizado, ainda existem muitas crenças equivocadas sobre o uso do marca-passo.
Uma das dúvidas mais comuns envolve a possibilidade de realizar atividades físicas. Especialistas explicam que, após o período de recuperação e com acompanhamento médico adequado, muitos pacientes podem retomar uma rotina ativa, incluindo caminhadas, exercícios e atividades do dia a dia.
Outro mito frequente está relacionado ao uso de eletrônicos. Equipamentos como celulares, eletrodomésticos e computadores, quando utilizados normalmente, não interferem no funcionamento do dispositivo. O mesmo vale para viagens, que também podem ser realizadas com segurança, desde que o paciente siga as orientações médicas e mantenha o acompanhamento regular.
Nas últimas décadas, a tecnologia dos dispositivos cardíacos implantáveis evoluiu de forma significativa. Os marca-passos atuais são menores, mais duráveis e contam com sistemas avançados de monitoramento e programação.
Alguns modelos possuem sensores capazes de adaptar a frequência cardíaca de acordo com o nível de atividade do paciente, enquanto outros permitem acompanhamento remoto, facilitando o monitoramento clínico sem a necessidade de consultas presenciais frequentes.
Esses avanços contribuíram para tornar o tratamento mais preciso e confortável para os pacientes.
Para muitas pessoas, o implante do marca-passo representa não apenas um tratamento, mas também a possibilidade de recuperar autonomia e segurança nas atividades cotidianas.
Com o ritmo cardíaco estabilizado, sintomas como tontura, fraqueza e episódios de desmaio tendem a desaparecer, permitindo que o paciente retome sua rotina com mais tranquilidade.
Segundo o presidente da ABEC, o acompanhamento médico periódico continua sendo essencial para garantir o funcionamento adequado do dispositivo e ajustar a programação sempre que necessário.
E reforça que a informação correta é fundamental para reduzir o medo associado ao implante e estimular o diagnóstico precoce de problemas do ritmo cardíaco.
“Quando indicado, o marca-passo é um recurso seguro, eficaz e que pode transformar a qualidade de vida do paciente”, destaca Sobral.
SOBRE A ABEC
Associação Brasileira de Estimulação Cardíaca (ABEC) é uma entidade científica que reúne especialistas nas áreas de estimulação cardíaca, arritmias e dispositivos cardíacos implantáveis. Atua na promoção do conhecimento científico, na atualização contínua dos profissionais de saúde e na disseminação de informações de qualidade para a sociedade, com foco na prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças do ritmo cardíaco.
Site: www.abecdeca.org.br
Instagram: @abecdeca
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