
- Richelly Alves / Da Redação
A deputada estadual Janaina Riva se pronunciou nas redes sociais nesta quinta-feira (12) sobre dois casos de feminicídio que chocaram Mato Grosso nesta semana. Um deles envolve uma adolescente de 17 anos, estuprada e assassinada pelo próprio irmão em Cuiabá. O outro ocorreu em São José do Xingu (a cerca de 1.200 km da capital), onde Gabia Socorro da Silva, de 38 anos, foi encontrada morta dentro de casa na noite de terça-feira (10), caída na sala da residência com perfurações de faca.
“Quarta-feira sangrenta para as mulheres mato-grossenses. Dois crimes tenebrosos. A Gábia foi vítima do seu ex-companheiro, cruelmente assassinada. Seus filhos chegaram antes da polícia e espancaram esse criminoso. Sabe o que aconteceu? No velório da mãe, os dois filhos foram presos. Uma verdadeira inversão de valores”, afirmou.
No mesmo vídeo, a parlamentar também criticou o silêncio de vizinhos e da sociedade diante de situações de violência doméstica, cobrando mais responsabilidade coletiva diante de casos que acabam em tragédia.
“Todos os vizinhos da Gábia sabiam que naquela casa havia violência. Por que ninguém denunciou? Por que ninguém a encorajou a procurar ajuda? Cadê a responsabilidade da sociedade civil para com nós, mulheres de Mato Grosso?”, questionou.
A deputada estadual Janaina Riva afirmou que os recentes casos de feminicídio registrados em Mato Grosso evidenciam falhas graves na prevenção da violência contra a mulher. Segundo a parlamentar, há negligência tanto por parte do governo estadual quanto do federal. “Aqui existe negligência evidente dos entes federativos e estaduais. Existe uma falha do governo. Existe uma falha do governo federal. São casos que poderiam ter sido evitados. Cadê a preocupação quando soltam e deixam nas ruas, sem qualquer tipo de vigilância, um homem que há menos de seis anos matou duas pessoas?”, declarou.
Para Janaina, episódios como esses demonstram a necessidade de medidas mais rígidas de monitoramento e prevenção, além de políticas públicas mais efetivas para impedir que agressores reincidentes permaneçam em liberdade e coloquem outras vidas em risco.


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