Durante anos, uma só pergunta ecoou pelos corredores da história: por que Hitler decidiu perseguir os judeus? Não foi um impulso nem uma loucura meramente ideológica. Foi uma decisão tecida lentamente, alimentada por nacionalismo, ressentimento social e uma educação onde a obediência valia mais que o pensamento crítico. Desde a sua infância na fronteira austro‑húngara, Hitler absorveu um ambiente cultural germanófilo, uma visão de mundo em que a identidade alemã se sentia ameaçada pela diversidade do império. Essa visão, moldada entre rigidez familiar, frustrações pessoais e uma sociedade que vinculava etnia à civilização, tornaria décadas mais tarde numa política estatal sistemática de exclusão e massacre. Esta é a origem obscura de uma ideia que cresceu em silêncio, até transformar o preconceito cotidiano numa máquina de perseguição em escala nacional.

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