Dermatologistas do CEJAM explicam FPS, PPD e a diferença entre filtros físicos, químicos e híbridos — além de como reaplicar do jeito certo

São Paulo, fevereiro de 2026 - O verão intensifica a exposição solar, o calor e a transpiração, uma combinação que pode favorecer queimaduras, manchas, inflamações e acelerar o envelhecimento da pele.       

Segundo as dermatologistas Dra. Ana Carolina Mitri e Dra. Luciana Mazzutti, do AME Carapicuíba, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e gerenciada pelo CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”), a soma entre radiação ultravioleta, luz visível, infravermelho e altas temperaturas exige atenção redobrada. 

As profissionais explicam que os danos começam com a ação dos dois principais tipos de radiação solar que atingem a pele: UVA e UVB. “O UVA penetra profundamente e está relacionado ao envelhecimento precoce, alergias solares, flacidez, manchas e parte do risco de câncer de pele. Já o UVB provoca queimaduras solares, causa lesões diretas no DNA e aumenta de forma significativa o risco de tumores cutâneos”, afirma a Dra. Ana Carolina. 

No entanto,  os efeitos não aparecem de uma vez. “O dano é cumulativo. Cada exposição sem proteção gera pequenas lesões que, ao longo do tempo, aumentam o risco de problemas”, completa a Dra. Luciana. Além disso, a radiação estimula radicais livres que degradam o colágeno e a elastina. Por isso, o uso diário de protetor solar é essencial.  

Elas destacam que o FPS (Fator de Proteção Solar) ideal varia de acordo com o fototipo, o tempo de exposição e as condições climáticas. Em dias muito quentes, o produto deve ser reaplicado a cada duas horas, especialmente após transpiração intensa, banho de mar ou piscina e uso de toalha.      

Como escolher o protetor correto?      

Há três tipos principais de protetores. Os físicos são indicados para peles sensíveis. Os químicos têm textura mais leve e uso cotidiano. Os híbridos combinam ambos. Na escolha, é importante observar FPS, PPD (Persistent Pigment Darkening ou Escurecimento Persistente do Pigmento) – proteção de amplo espectro, resistência à água e ao suor – além de proteção contra luz visível e infravermelho.  

“Um bom protetor deve ter PPD igual ou superior a um terço do FPS, garantindo proteção equilibrada contra manchas e envelhecimento”, explica a Dra. Ana Carolina. 

As dermatologistas também comentam as diferenças na resposta inflamatória entre pele clara e pele negra. A pele negra tem proteção natural equivalente a FPS 13 a 15, enquanto a pele clara praticamente não possui barreira natural. “Isso não significa imunidade aos danos solares”, alerta a Dra. Luciana. Cloro, sal e vento também causam ressecamento e sensibilidade, reforçando a importância dos cuidados adequados.                         .      

No verão, calor e suor ainda podem comprometer a barreira cutânea e favorecer acne, dermatite e irritações. As recomendações incluem: limpeza suave, hidratação leve e ativos como ácido hialurônico, glicerina, pantenol e niacinamida. Já o melasma tende a piorar neste contexto, exigindo protetores com FPS acima de 50, PPD elevado e óxidos de ferro. 

Entre os erros mais comuns estão usar protetor apenas na praia, não reaplicar, negligenciar a hidratação e recorrer a receitas caseiras em queimaduras. Vermelhidão persistente, bolhas, dor intensa e ardor contínuo são sinais de alerta. “O acompanhamento dermatológico é fundamental não só para tratar danos imediatos, mas para prevenir envelhecimento precoce e câncer de pele”, reforçam as médicas. 

Por fim, as especialistas lembram que o verão exige cuidado constante. “Proteger-se adequadamente é a chave para evitar danos acumulados e preservar a saúde ao longo da vida.” 

 

Sobre o CEJAM  

O CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas de saúde em São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Osasco, Campinas, Carapicuíba, Barueri, Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, São Roque, Lins, Assis, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos Campos.   

A organização faz parte do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS), e tem a missão de ser instrumento transformador da vida das pessoas por meio de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde.   

O CEJAM é considerado uma Instituição de excelência no apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS), tendo conquistado, em 2025, a certificação Great Place to Work. O seu nome é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra e um dos fundadores da Instituição.    

Neste ano, a organização lança a campanha CEJAM 2026: respeito à vida, respeito ao planeta. 365 dias cuidando do presente, transformando o futuro! 

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