A deputada defende que o partido dê exemplo interno no enfrentamento à violência política de gênero
Gislaine Morais & Angelica Gomes/VGN
A deputada federal Gisela Simona (União) afirmou, na manhã desta segunda-feira (23.02), que o União Brasil poderá expulsar o vereador Luciano Demazzi (União), de Aripuanã (976 km de Cuiabá), após ataques direcionados à prefeita Seluir Peixer Reghin (União). Segundo a parlamentar, o partido já instaurou comissão de ética e o processo pode durar cerca de 45 dias.
A declaração foi feita durante o lançamento da obra da Praça do Jacarandá, em Várzea Grande. Gisela explicou que, por integrar a executiva estadual do União Brasil Mulher, defende que o partido dê exemplo interno no enfrentamento à violência política de gênero.
“Dentro do União Brasil não é o primeiro vereador que nós estamos trabalhando com a expulsão. Tem o vereador Gilson da Agricultura (União) de Pedra Preta (238 km de Cuiabá), que também agrediu a prefeita Iraci Ferreira de Souza (PSDB), e agora esse caso de Aripuanã. Nós já estamos com a comissão de ética montada e vamos sim trabalhar para expulsão”, declarou.
De acordo com a deputada, o processo disciplinar prevê notificação do acusado e prazo entre 10 e 15 dias para apresentação de defesa, seguido de reunião da comissão para decisão final. “Esse processo dura em torno de 45 dias, porque temos que notificar, garantir a ampla defesa e o contraditório e, na sequência, decidir se expulsa ou se há outra medida alternativa”, explicou.
Sobre o caso de Pedra Preta, Gisela afirmou que a executiva municipal conduz o processo e que a análise já foi concluída, restando apenas a decisão final. Leia matéria relacionada - Vereador chama prefeita de “cachorra viciada” durante sessão da Câmara
A deputada destacou que cobranças e fiscalizações fazem parte do papel do vereador, mas afirmou que o partido não aceitará ataques relacionados à condição de mulher. “Cobrança tem que existir. O que nós não podemos admitir é usar a condição de mulher para fazer ofensa. No caso específico, ele faz questionamentos quanto à vida conjugal da prefeita. Não é esse o comportamento que nós esperamos da sociedade”, disse.
Segundo ela, mulheres que ocupam cargos públicos devem ser avaliadas pela competência e desempenho administrativo, e não por aspectos pessoais. “Nós estamos prontas para ocupar todos os espaços de poder e ser questionadas com relação à nossa competência, mas não na nossa condição de mulher”, concluiu.
Leia também - Comissão pode votar relatório contra Moretti nesta terça, diz vereador


0 Comentários