Deputada alega risco de fuga, interferência nas investigações e continuidade delitiva em requerimentos apresentados à comissão que apura irregularidades no INSS

 

Autora da CPMI do INSS, a deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) elevou o tom da ofensiva na comissão e protocolou, nesta quarta-feira (25/2), uma série de requerimentos com pedidos de prisão preventiva.

 

Os alvos são Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, respectivamente filho e irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

 

Risco de fuga - No pedido envolvendo Lulinha, a deputada sustenta que há risco concreto de evasão. Ela cita informações de que o empresário teria viajado para Madri, na Espanha, onde residiria atualmente, em meio ao avanço das investigações.

 

No documento, Coronel Fernanda argumenta que a saída do país, somada a notícias sobre possíveis medidas cautelares, como retenção de passaporte e uso de tornozeleira eletrônica, indicaria “perigo real de evasão do distrito da culpa” e justificaria a prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal.

 

A parlamentar também menciona que o ex-procurador do INSS Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios André Fidelis estariam em negociação de delação premiada e teriam citado o nome de Lulinha.

 

Influência sobre testemunhas - Em relação a Frei Chico, a deputada afirma que há indícios de risco de interferência nas apurações. No requerimento, ela aponta possibilidade de influência sobre testemunhas, destruição de provas e continuidade delitiva como fundamentos para a medida.

 

Segundo Coronel Fernanda, esses elementos atenderiam aos requisitos previstos no artigo 312 do Código de Processo Penal para a decretação da prisão preventiva.

 

Domiciliar sob questionamento - A deputada também pediu que a prisão domiciliar de Daniel Vorcaro seja convertida em preventiva. Para ela, a medida atual seria insuficiente diante da gravidade das suspeitas investigadas pela CPMI.

 

No texto, a deputada afirma que a manutenção da domiciliar “compromete a aplicação da lei penal” e poderia permitir eventual influência sobre testemunhas ou dissipação de patrimônio em um esquema com repercussão nacional.

 

Os requerimentos ainda serão analisados no âmbito da comissão. Até o momento, os citados não se manifestaram publicamente sobre os pedidos.