Relatório global aponta que IA entra na fase de governança, redefine o papel da escola e cria corrida por políticas educacionais

A inteligência artificial deixou de ser uma novidade nas escolas e entrou em uma nova fase: a da governança educacional. Em 2026, o debate não é mais sobre permitir ou proibir a tecnologia, mas sobre como estruturá-la dentro do sistema educacional. Essa é a principal conclusão do relatório Tendências de uso de IA nas Escolas em 2026, da Teachy, maior plataforma de inteligência artificial para professores do mundo, que mapeia como a tecnologia está remodelando o ensino, gestão escolar e políticas públicas no mundo.

O estudo aponta que a IA já está profundamente integrada à rotina de estudantes e professores, mas a maioria das instituições ainda opera sem diretrizes claras. O resultado é um cenário fragmentado, com escolas avançando rapidamente e outras ficando para trás, ampliando desigualdades educacionais.

  1. A corrida por políticas de IA nas escolas

Uma das principais tendências de 2026 é a criação de políticas institucionais de inteligência artificial. O relatório mostra que, apesar do uso crescente da tecnologia, apenas uma parcela reduzida das escolas possui regras formais sobre ética, transparência, avaliação e privacidade.

Especialistas apontam que escolas que não definirem diretrizes correm o risco de perder controle pedagógico e enfrentar conflitos sobre autoria, avaliação e uso indevido da tecnologia.

  1. IA como infraestrutura educacional, não mais ferramenta

A inteligência artificial está deixando de ser um recurso pontual e passando a atuar como infraestrutura educacional. O relatório destaca que plataformas de IA estão sendo integradas a currículos, sistemas de gestão escolar, apoio pedagógico e acompanhamento individual de alunos.

Esse movimento transforma a IA em uma camada permanente da educação, semelhante ao que a internet representou nas décadas anteriores.

  1. Alunos como usuários avançados de IA

Outro dado relevante é o avanço do uso de IA entre estudantes, especialmente no ensino médio. Em países de alta renda, a maioria dos alunos já utiliza ferramentas de IA para estudar, pesquisar, revisar conteúdos e organizar rotinas acadêmicas.

O relatório ressalta que estudantes não usam a tecnologia apenas para “colar”, mas para tutorias personalizadas, organização de estudos e suporte emocional — o que levanta debates sobre privacidade, dependência digital e papel da escola no bem-estar dos alunos.

  1. A transformação da cultura escolar

A presença da IA está alterando a cultura educacional. O estudo aponta que escolas estão enfrentando dilemas inéditos sobre confiança, autoria e autonomia do estudante. Professores relatam mudanças na relação com o conhecimento, com alunos questionando respostas, checando fontes e interagindo com a tecnologia como coautor do aprendizado.

  1. O novo papel do professor

Com a IA assumindo tarefas operacionais, o professor passa a ocupar um papel mais estratégico: mentor, mediador e designer de experiências de aprendizagem. O relatório indica que a formação docente contínua em IA será uma das principais agendas educacionais da década.

  1. Risco de aumento das desigualdades educacionais

Apesar do potencial de personalização, o relatório alerta para um risco central: a IA pode ampliar desigualdades se não houver políticas públicas coordenadas. Regiões e escolas com mais recursos tendem a adotar rapidamente tecnologias avançadas, enquanto outras ficam restritas a modelos tradicionais.

O estudo defende políticas nacionais e regionais para garantir acesso equitativo à inteligência artificial na educação.

  1. Governança, ética e privacidade entram na agenda educacional

Em 2026, temas como proteção de dados, transparência algorítmica e uso responsável de IA entram definitivamente na pauta escolar. O relatório recomenda que escolas definam princípios éticos, critérios de uso e mecanismos de monitoramento para garantir segurança de alunos e professores.

Para a Teachy, 2026 marca o início de uma nova fase da educação digital: a era da governança da inteligência artificial. “A questão deixou de ser tecnológica e passou a ser institucional. As escolas precisam decidir que tipo de relação terão com a IA”, conclui o estudo. “A transformação já está em curso e as decisões tomadas neste momento definirão o futuro da aprendizagem nas próximas décadas”, aponta Pedro Siciliano, CEO da Teachy.

Webinar: como criar uma política de IA na escola

Diante desse cenário, a Teachy realizará no dia 4 de fevereiro/26 um evento online e gratuito com o tema “Quero criar uma política de IA na minha escola: por onde começar?”. O encontro reunirá especialistas para discutir caminhos práticos para gestores educacionais estruturarem diretrizes, regulamentos e estratégias pedagógicas para o uso responsável da inteligência artificial.

O webinar é voltado a diretores, coordenadores pedagógicos, professores e gestores de redes de ensino que buscam entender como transformar a IA em aliada institucional, sem perder controle pedagógico e ético.

Inscrições gratuitas: clique aqui 


Sobre a Teachy

 

Fundada em 2022 por Pedro Siciliano, ex-professor de Matemática e Física com MBA pela Universidade de Stanford, e por Fábio Baldissera, cofundador da PipeRun, a Teachy é a maior plataforma de inteligência artificial para professores do mundo, presente em 39 países, disponível em 19 idiomas e utilizada por mais de 3 milhões de docentes, impactando a vida de mais de 30 milhões de alunos. Criada com o propósito de democratizar o acesso à tecnologia, empoderar professores e reinventar o ensino, a plataforma reúne mais de 60 ferramentas de IA pedagógica que apoiam professores e escolas em todo o processo de ensino, desde o planejamento de aulas em segundos até a personalização de materiais, correção automática de provas e engajamento dos alunos com metodologias ativas. Única na América Latina com esse foco, a Teachy se diferencia por ser um ecossistema completo para o professor, construído para o contexto escolar, personalizando e apoiando o fluxo de trabalho docente, do planejamento à avaliação.

 

Em julho de 2023, recebeu um aporte pré-seed de R$8 milhões liderado pela NXTP, com participação da Roble Ventures, o maior investimento neste estágio já realizado em uma EdTech no Brasil. Em 2024, levantou uma Série A de US$7 milhões liderada pela Goodwater Capital e Reach Capital para acelerar sua expansão internacional, especialmente na América Latina e Ásia. 

 

Consolidada como referência global, a Teachy continua a impulsionar inovação educacional e a profissionalização do ensino em escala mundial.




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