Para o período entre 2026 e 2028, a Nexa projeta aumento na produção consolidada de zinco em aproximadamente 6% em comparação com 2025

Aripuanã: Produção de zinco cresce em 2025 e cenário deve se manter até 2028

A Nexa Resources produziu 316 mil t de zinco em Aripuanã, Cerro Lindo e Atacocha em 2025, com resultados no limite superior de suas faixas de projeção anual, Vazante no ponto médio e El Porvenir no limite inferior. A produção de cobre totalizou 33 mil t, ficando no ponto médio da previsão, principalmente devido ao desempenho em Cerro Lindo, que superou a meta, enquanto a produção de chumbo atingiu 63 mil t, ficando no limite superior da nossa previsão anual. Já a produção de prata somou 11 milhões de onças, em linha com o ponto médio da previsão anual e refletiu desempenho operacional estável em todo o portfólio, além de reforçar a posição da Nexa como uma produtora global relevante de prata.

As vendas de metal totalizaram 567 mil t, em linha com o ponto médio da previsão. A produção anual recorde na fundição de Cajamarquilla compensou os volumes abaixo do esperado das operações brasileiras, que enfrentaram instabilidades operacionais, bem como menores Custos de Tratamento (CTs). Os custos consolidados de mineração bruta aumentaram apenas 1% em relação ao ano anterior e a previsão de custos operacionais (C1) consolidados de mineração ficou aproximadamente 48% abaixo da faixa de previsão anual, impulsionada por melhorias na eficiência, gestão eficaz de custos, execução disciplinada e maiores créditos de subprodutos. Os custos de conversão de fundição ficaram abaixo das faixas de previsão anual, e os custos operacionais (C1) de fundição ficaram em linha com a previsão. As despesas totais ficaram abaixo da previsão, visto que nossas iniciativas de otimização estratégica reduziram com sucesso outras despesas operacionais, ao mesmo tempo que permitiram o investimento contínuo em projetos de crescimento de longo prazo, resultando em uma diminuição líquida dos gastos totais.

Para o período entre 2026 e 2028, a Nexa projeta aumento na produção consolidada de zinco em aproximadamente 6% em comparação com 2025, impulsionada principalmente pelo aumento da produção em Aripuanã, Atacocha e Vazante, parcialmente compensado por volumes menores em Cerro Lindo e El Porvenir devido ao sequenciamento das minas, que prevê teores ligeiramente inferiores. A produção de zinco deverá crescer em mais 8% em 2027, sustentada por El Porvenir, Atacocha e Aripuanã, e permanecer praticamente estável em 2028 em relação a 2027, uma vez que o aumento da produção em Atacocha, Aripuanã e Vazante compensa as menores contribuições previstas de Cerro Lindo e El Porvenir. Já a produção de cobre em 2026 deverá diminuir em aproximadamente 17% em comparação com 2025, refletindo principalmente a exploração planejada de zonas de menor teor. Essa tendência deverá continuar ao longo de 2027 e 2028, impulsionada pela queda nos teores em Cerro Lindo e Aripuanã. Em níveis médios, a produção consolidada de chumbo em 2026 deverá permanecer amplamente estável em comparação com 2025, aumentar aproximadamente 9% em 2027 e diminuir 5% em 2028. A produção de prata deverá diminuir 3% em 2026, aumentar 1% em 2027 e diminuir 7% em 2028, refletindo também a sequência de mineração de longo prazo.

As vendas totais de metais devem crescer cerca de 3% em comparação com 2025, refletindo uma recuperação parcial da base de comparação mais baixa de 2025, que foi impactada por desafios operacionais nas fundições brasileiras e baixos custos de transferência (CTs). Em 2026, espera-se que os CTs totais aumentem acima do nível de US$ 80/tonelada de concentrado de 2025. Além disso, não se prevê um volume significativo de revenda para terceiros. Para 2027 e 2028, espera-se que as vendas totais de metais aumentem, variando entre 580 e 605 kt.


Fonte: BRASIL MINERAL