A Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda a vacinação contra o herpes-zóster a partir dos 50 anos como medida essencial para prevenir a doença e suas complicações.
Com o avanço da idade, o sistema imunológico passa por mudanças naturais que reduzem a capacidade do organismo de responder a infecções. A partir dos 50 anos, esse processo torna a vacinação uma estratégia fundamental para prevenir doenças potencialmente graves, reduzir internações e preservar a qualidade de vida ao longo do envelhecimento.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), pessoas a partir dos 50 anos devem incluir no cuidado preventivo vacinas específicas para essa fase da vida, com destaque para a vacina contra o herpes-zóster, indicada como rotina para adultos nessa faixa etária (1). Já o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), órgão oficial de saúde pública dos Estados Unidos, também recomenda a imunização contra o herpes-zóster a partir dos 50 anos, além da manutenção de vacinas como gripe e pneumocócica no calendário adulto (2).
Segundo a Dra. Rosana Ritchmann, médica infectologista do Laboratório Exame, da Dasa, líder em medicina diagnóstica no Brasil, a vacinação nessa etapa da vida tem papel central na prevenção de complicações.
“A partir dos 50 anos, o organismo tende a responder de forma menos eficiente a infecções. As vacinas ajudam a reduzir não apenas a incidência das doenças, mas também a gravidade dos quadros, o risco de hospitalizações e as sequelas associadas ao envelhecimento”, afirma.
Quais vacinas ganham importância após os 50 anos
Entre as principais imunizações recomendadas para essa fase da vida estão:
- Vacina contra herpes-zóster – indicada a partir dos 50 anos, para prevenir a reativação do vírus da catapora e suas complicações
- Vacina contra gripe (influenza) – aplicada anualmente
- Vacina pneumocócica – importante na prevenção de pneumonias e infecções invasivas
- Vacina contra Covid-19 – conforme o esquema de reforços vigente
- Reforços contra tétano e difteria – conforme avaliação médica
A Dra. Maria Isabel de Moraes-Pinto, Infectologista do Laboratório Santa Luzia, destaca que a vacinação faz parte de uma abordagem preventiva mais ampla: “Vacinar adultos com mais idade é uma medida baseada em evidências científicas. Além de prevenir doenças infecciosas, a imunização contribui para reduzir complicações clínicas que podem impactar exames laboratoriais, tratamentos e a evolução da saúde ao longo do tempo”, explica.
Vacinação integrada ao acompanhamento médico
O acompanhamento clínico e laboratorial é essencial para avaliar a saúde geral do paciente e orientar a melhor estratégia de prevenção. Para o Dr. Jaime Kulak, médico ginecologista do Laboratório Frischmann Aisengart, essa integração é fundamental: “A avaliação médica associada a exames de rotina permite identificar condições que podem interferir na resposta imunológica. Isso possibilita orientar a vacinação de forma individualizada, especialmente em pacientes acima dos 50 anos”, ressalta.
Manter o calendário vacinal atualizado após os 50 anos é uma das formas mais eficazes de investir em um envelhecimento saudável. Aliada a hábitos de vida saudáveis e ao acompanhamento médico regular, a vacinação se consolida como um pilar essencial da medicina preventiva nessa fase da vida.
REFERÊNCIAS
(1) SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES (SBIm). Calendário de Vacinação do Adulto. São Paulo: SBIm, 2025. Disponível em: https://familia.sbim.org.br/seu-calendario/adulto. Acesso em: jan. 2026.
(2) CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Recommended Adult Immunization Schedule – Ages 19 Years or Older. Atlanta: CDC, 2025. Disponível em: https://www.cdc.gov/vaccines/hcp/imz-schedules/adult-notes.htm


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