Especialistas orientam pais sobre sintomas, riscos e condutas diante da suspeita de intoxicação alimentar
A suspensão preventiva de lotes de fórmulas infantis pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) trouxe à tona a importância de atenção redobrada aos sinais de intoxicação alimentar em bebês. A medida envolve produtos da Nestlé com possível contaminação pela toxina cereulide, produzida por algumas cepas da bactéria Bacillus cereus, substância resistente ao calor e que não é eliminada durante o preparo doméstico da fórmula.
Em bebês, os sintomas associados à ingestão da toxina podem surgir rapidamente, entre 30 minutos e até seis horas após o consumo. Os sinais mais comuns incluem vômitos intensos e repetidos, náusea, diarreia, sonolência excessiva, irritabilidade e dificuldade para se alimentar. Em alguns casos, pode haver desidratação, evidenciada por boca seca, diminuição da urina e choro sem lágrimas, o que exige avaliação médica imediata.
O organismo dos bebês ainda está em desenvolvimento, o que aumenta a vulnerabilidade aos efeitos das toxinas é o que explica o coordenador de pediatria do hospital Oto Aldeota, François Ponte. “Diferentemente de adultos, os bebês têm menor capacidade de metabolizar e eliminar substâncias tóxicas. Vômitos persistentes, prostração ou qualquer mudança abrupta no comportamento após a ingestão da fórmula devem ser encarados como sinais de alerta”, afirma.
Diante da suspeita de contaminação, a orientação é suspender imediatamente o uso do produto, verificar se o lote está entre os listados pela Anvisa e procurar atendimento médico sem demora. “É importante levar a embalagem ao serviço de saúde, pois isso ajuda na identificação da possível causa e na condução adequada do caso”, reforça o especialista. A Anvisa e a própria fabricante orientam ainda que os responsáveis entrem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor para devolução e reembolso.
Embora a maioria das intoxicações por Bacillus cereus costume evoluir de forma autolimitada, a presença da cereulide em fórmulas infantis é considerada crítica pelo risco aumentado em lactentes. O episódio reforça a importância da vigilância sanitária, do acompanhamento rigoroso de sintomas em bebês e da busca imediata por orientação médica sempre que houver suspeita de reação adversa relacionada à alimentação infantil.
Assessoria de Imprensa Rede Oto – Capuchino Press


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