
Como agiria um rei
Reza a história que a Inglaterra foi incentivada pelo imperador Pedro II a dominar a Amazônia. O comandante da armada britânica avaliou que lhe bastariam 150 fuzileiros navais para completar a tarefa. Isso não aconteceu, segundo os nacionalistas, porque a resistência guerrilheira da Cabanagem pôs os estrangeiros para correr e a soberania brasileira foi salva.
Hoje se sabe que na verdade o rei Guilherme IV, que hoje seria chamado de “esquerdista” por suas políticas sociais, preferiu deixar a região sob a administração brasileira, que cuidaria de tudo para ele sem custos à coroa inglesa. “Ao invés de tropa”, afirma o professor Lúcio Flávio Pinto, o reino inglês “mandou seu banco e financiou o início da exploração da borracha”.
As alarmantes notícias que chegam neste momento da Venezuela indicam que os EUA estão em ação na área. O pretexto é prender o presidente Nicolás Maduro, a quem acusam de estar ligado ao tráfico internacional de drogas. Nesse caso, seria apenas uma ação focada e não um movimento de ocupação territorial.
O presidente dos EUA, Donald Trump, não é do tipo que pretende pagar os custos de administrar a Venezuela. O mais provável é que ao descartar Maduro conte com prepostos internos para cuidar de seus negócios petrolíferos e minerais na região. O mesmo que fariam o rei Guilherme ou sua sucessora, a rainha Vitória, se ainda estivessem mandando no mundo.
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Redutos bolsonaristas
O PT e os partidos da base aliada do presidente Luís Inácio Lula da Silva começam a se articular para o enfrentamento com as lideranças conservadoras em estados considerados currais do bolsonarismo, como Santa Catarina, Rondônia, Acre e Roraima. Buscar um candidato a governador disposto a enfrentar a direita nestes estados é um desafio. No caso de Rondônia já se sabe que o senador Confúcio Mora (MDB) cotado para disputar o governo de Rondônia desistiu da missão para optar pelo seu projeto de reeleição. Sabe-se que o postulante ao governo de Rondônia vai emergir da chamada Caravana da Esperança, uma coalisão que reúne oito partidos.
Peleja ao Senado
Vejam como está empolgante a disputa pelas duas cadeiras ao Senado em Rondônia. São possíveis postulantes, o governador Marcos Rocha (União Brasil), o ex-senador Acir Gurgacz (PDT), a deputada federal Silvia Cristina (PP), o senador Confúcio Moura (MDB), o deputado federal Fernando Máximo (possivelmente pelo PL), a ex-deputada federal Mariana Carvalho (União Brasil) o deputado estadual Delegado Camargo (Republicanos), não se descartando ainda o senador Marcos Rogério a reeleição (PL), o pecuarista Bruno Scheidt (PL) e o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves. É muito tigre no mesmo capão. Havendo tantos bolsonaristas rachando o eleitorado da oposição tem lá suas chances.
Nomes novos
O caro eleitor se pergunta sobre possíveis nomes novos em ascensão na política rondoniense. Para Assembleia Legislativa, sem dúvidas a vice-prefeita Magna dos Anjos (Porto Velho), para Câmara dos Deputados, Joliane Fúria (Cacoal), para disputa ao governo de Rondônia o coronel Braguin (Porto Velho), para Assembleia Legislativa Viveslando Neiva (Cerejeiras substituindo o pai Ezequiel Neiva inelegível), para Assembleia Legislativa em Porto Velho, vereador Marcio Pacele, para Câmara dos Deputados Pastor Valadares (Porto Velho), também para deputado federal Célio Lopes, com base na capital, assim como o sindicalista Almir José, ambos do PDT.
Com esperança
Ainda mantendo expectativa positiva para se livrar das amarras da inelegibilidade, o ex-governador Ivo Cassol (PP) acompanha atentamente os movimentos em torno da sucessão estadual. Com prudência, ainda não se posicionou, aguardando as últimas apelações, não se comprometendo com nenhuma candidatura. Mas para a Câmara dos Deputados, com certeza deverá apoiar a maninha Jaqueline Cassol, também filiada ao PP depois de tantas encenações de rompimentos. Ivo está se coçando para entrar em campanha e arrumar encrencas com adversários, sendo possível com petistas e o senador Confúcio Moura (MDB)
Não se arriscam
Embora pertencendo ao alto clero da Assembleia Legislativa e com capilaridade eleitoral para se elegerem deputados federais, chama atenção o fato dos deputados Alex Redano (Ariquemes), atual presidente da Assembleia Legislativa e do deputado Laerte Gomes, ex-presidente da Assembleia Legislativa não entrarem nesta disputa a federal. Alguns amigos próximos dizem que ambos esperam convites para serem vices de algum candidato ao governo de ponteira. No caso de Laerte Gomes sabe-se que mais cedo ou mais tarde também vai disputar a prefeitura de Ji-Paraná.
Via Direta
*** Não é possível entender porque o Plano Nacional de Segurança não avança no Congresso Nacional. A polarização forte contribui com o crime organizado que é o grande beneficiário pelo atraso *** Em Rondônia a Rede de Farmácias FTP já se rivaliza com as outras duas importantes organizações farmacêuticas, como a Drogasil e Ultrafarma. As grandes redes estão asfixiando as pequenas farmácias em Porto Velho *** Os municípios receberam a primeira parcela do repasse do Fundo de Participação dos Municípios no último final de semana. Alguns prefeitos felizes outros chiando já que o rateio se dá em função das populações dos municípios *** Tem cidade com perdas demográficas e com isto recuo nos repasses.

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