Especialista da Aposta Zero alerta que o fluxo extra de dinheiro no fim do ano amplia a impulsividade e as recaídas em apostas
São Paulo, dezembro de 2025 – O fim do ano, impulsionado pelo pagamento do 13º salário a mais de 87 milhões de trabalhadores formais, segundo dados do Ministério do Trabalho, costuma aumentar os gastos por impulso e, de acordo com o especialista em comportamento digital Jezriel Francis, fundador da Aposta Zero, plataforma gratuita de apoio a pessoas que buscam retomar o controle sobre o vício em jogos online, esse é um período de risco elevado para recaídas. Atualmente, 10,9 milhões de brasileiros já apresentam comportamento problemático com jogos e outros 4,8 milhões estão “em risco”, de acordo com estudo da USP, divulgado com apoio da FAPESP.
“Períodos como o fim do ano aumentam significativamente a propensão a decisões impulsivas. Com festas, bônus e o 13º salário, muitas pessoas tendem a subestimar os riscos e acabam se envolvendo em apostas sem perceber as possíveis consequências financeiras. É justamente nesse momento que a atenção ao próprio comportamento se torna essencial para evitar perdas desnecessárias”, afirma Jezriel.
O cenário se torna ainda mais delicado diante da previsão, apresentada pela Yield Sec, de que até 72% das operações de apostas podem migrar para plataformas não reguladas até 2026, reduzindo a fiscalização e ampliando a vulnerabilidade de consumidores. A empresa também aponta que ferramentas de autocontrole digital podem reduzir de 25% a 32% as recaídas entre jogadores vulneráveis e são buscadas espontaneamente por até 6% dos usuários quando disponíveis.
“Quando a fiscalização diminui e o acesso a plataformas pouco transparentes aumenta, o jogador perde referências importantes de segurança. Isso deixa as pessoas mais expostas a decisões impulsivas e a comportamentos de risco, especialmente em momentos em que circula mais dinheiro e há uma pressão social maior por consumo”, observa o especialista.
Para Jezriel Francis, enfrentar esse quadro exige uma abordagem integrada. Ele destaca que a prevenção não depende apenas de soluções digitais, mas também de ações contínuas de conscientização, educação financeira e protocolos de identificação de risco adotados por empresas e órgãos públicos. Reconhecer gatilhos como maior fluxo de dinheiro ou momentos de estresse e estabelecer limites claros de tempo e gasto ajuda a reduzir recaídas. Francis também ressalta a importância do suporte emocional, especialmente em períodos do ano marcados por maior pressão por consumo e uso do 13º salário.
Ao mesmo tempo, Francis reconhece que ferramentas digitais podem fortalecer essas estratégias de prevenção ao oferecer apoio constante e acessível. Desenvolvida com foco em prevenção e apoio contínuo, a plataforma Aposta Zero reúne ferramentas de autocontrole, acompanhamento diário e orientações de redução de danos para pessoas que enfrentam dificuldades com jogos. A proposta é oferecer um espaço simples e acessível para quem busca retomar o controle sobre seus hábitos e reconhecer sinais de alerta antes que o comportamento resulte em prejuízos financeiros ou emocionais mais graves. “Nosso objetivo é dar ao usuário um ponto de apoio imediato, que o ajude a interromper ciclos de impulsividade e recuperar estabilidade”, afirma.
Sobre o Aposta Zero
O Aposta Zero é uma startup mineira fundada em 2025 que oferece uma plataforma gratuita de apoio a pessoas que buscam recuperar o controle sobre o vício em apostas online. O app reúne conteúdos educativos, desafios de autocontrole e uma comunidade anônima de suporte, além de permitir agendamentos com terapeutas parceiros por um preço mais acessível. A missão da empresa é gerar dados inéditos sobre o comportamento dos apostadores e contribuir para políticas públicas de saúde mental. Saiba mais em www.apostazero.com.br


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